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CIDADES
Quarta-feira, 08 de Junho de 2011, 21h:50

EDUCAÇÃO

Professores devem radicalizar movimento

Aguardando a presença do governador em rodada de negociação ontem, Sintep abandonou gabinete diante de representantes com mesma proposta

ALECY ALVES
Da Reportagem
Professores da rede estadual, em greve desde a última segunda-feira, prometem radicalizar o movimento caso não sejam atendidos em suas reivindicações. A comissão de negociações saiu frustrada da reunião de ontem, na qual esperava discutir a pauta diretamente com o governador Silval Barbosa. Em viagem a Brasília, Barbosa designou os secretários de Educação e de Administração, Rosa Neide Sanches e Cesar Roberto Zílio, para atender os representantes do Sindicato dos Trabalhadores da Educação Pública (Sintep). Como o governo não apresentou proposta nova, os representantes dos trabalhadores decidiram abandonar o gabinete do governador, onde aconteceu o encontro, antes do final das discussões. O presidente do Sintep, professor Gilmar Soares Ferreira, acha que o governo dispõe de recursos para começar a pagar imediatamente o piso salarial de R$ 1.312. O líder sindical argumentou que estudos comprovam a viabilidade econômica, ou seja, que com o novo piso a folha da educação não ultrapassa os 60% da receita da Seduc, limite estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal para gastos com salários. Já o secretário de Administração, César Zílio, disse que o Sintep está equivocado e que os custos com a folha salarial passam de 87% da arrecadação do setor. Além de sair do limite recomendado pela legislação, Zílio destacou que os salários estão inviabilizando investimentos em infraeestrutura. Zílio disse ainda que o governo seria leviano se assumisse compromissos financeiros que não poderia honrar. E reafirmou a proposta de aumento imediato de 10% já aplicado este mês, além de 5,07% em dezembro, totalizando 15,07% acumulados do ano. A secretária Rosa Neide conclamou os professores para a volta às aulas e não descartou adoção de medidas judiciais para assegurar a manutenção do ano letivo. A secretária disse que utilizará os meios de comunicação para mostrar aos pais e alunos o máximo que o governo poderia para chegar ao entendimento e continua de portas abertas para negociações, mas quer a garantia do retorno das aulas. Logo que deixou o gabinete do governador, a equipe do Sintep seguiu para a Assembleia Legislativa, onde se reuniu com os deputados Geraldo Riva e Ezequiel Fonseca. O encontro não registrou avanços e foi por meio desses parlamentares que o presidente do Sintep ouviu o apelo para que voltem as aulas. Conforme Gilmar, pelo menos até a próxima quinta-feira, data da assembleia, a greve está mantida. Antes disso, a proposta do governo sequer será avaliada pela. Mato Grosso tem 730 escolas estaduais, com mais de 400 mil alunos e 30 mil profissionais da Educação, sendo 17 mil professores.

Edição EDIÇÃO 16967




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