CIDADES
Sexta-feira, 04 de Fevereiro de 2011, 21h:05
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ESCOLA DE VG
Professor nega crime de pedofilia
O professor de música Mário Felipe Bach, foragido da polícia e acusado de abusar sexualmente de crianças de seis a 10 anos de idade em Várzea Grande, anunciou por meio de seu advogado que comparecerá à primeira audiência judicial do processo criminal contra si, no dia 14, no Fórum da cidade. De acordo com o advogado Jesuíno de Farias, Bach nega todas as acusações e tem todo o interesse de provar sua versão dos fatos. Entretanto, só não se apresentou espontaneamente até hoje porque depois seria mais difícil conseguir revogar sua prisão. Segundo Farias, ele prefere falar com o juiz. Hoje denunciado por estupro de vulnerável, Bach é deficiente visual e foi preso em setembro de 2009 quando compareceu à Delegacia Especializada de Defesa da Mulher, da Criança e do Idoso de Várzea Grande a fim de se defender das acusações de pedofilia. Ele já estava com a prisão decretada pela 3ª Vara Criminal do município, acusado de abusar sexualmente de mais de 20 crianças, tanto nas escolas onde lecionou quanto na casa em que morava, no bairro Jardim Imperial, na cidade. Para lá, as acusações dão conta de que ele levava estudantes com o pretexto de completar ensaios ou gravar CDs. Essas situações foram denunciadas em primeiro lugar por pais de estudantes da escola municipal Lenine Povoas, no bairro Eliane Gomes. O professor pediu demissão em seguida. Na investigação, a polícia se valeu de depoimentos das crianças que teriam sido abusadas. Mais de dez foram ouvidas, revelando detalhes de como ocorriam os abusos, que também eram motivo para grande parte delas se recusarem ou temerem voltar ao colégio. Perícias constataram que os abusos não chegavam a envolver penetração, mas a polícia considerou que o detalhe não alterava o crime. O advogado de Bach diz que, por ser cego, seu cliente tem o hábito de reconhecer as pessoas pelo tato e, muitas vezes, um toque errado acaba acontecendo sem intenção. Farias diz que, embora considerado foragido desde o fim da prisão temporária e expedição dos mandados de prisão, seu cliente mora em Cuiabá com a esposa e se apresentará espontaneamente no dia 14 para a primeira parte da audiência na Justiça. Já a delegada Juliana Palhares, responsável pelo caso, esclarece que nunca houve denúncias anônimas sobre o paradeiro do professor após sua mudança de Várzea Grande para Cuiabá. Mas a delegada enfatiza que o mandado de prisão contra Bach ainda está em aberto e pode ser cumprido em qualquer momento.