Primeiro texto já mencionava riscos da ação do ser humano
Criado em 1988, o IPCC lançou seu primeiro relatório de avaliação em 1990. À ocasião, já se apontava a possibilidade de que as mudanças climáticas em curso, estimuladas pela ação humana, teriam graves implicações para a vida no planeta. Cenário que hoje, quase 20 anos depois, tende a se confirmar. As conclusões encontraram eco na 2ª Conferência Mundial do Clima, realizada em Genebra (Suíça), naquele mesmo ano, e a Assembléia Geral das Nações Unidas colocou em pauta a discussões de uma Convenção sobre Mudança do Clima, lançada durante a ECO92, o encontro sobre meio ambiente ocorrido no Rio de Janeiro. Em março de 1994, a plataforma de intenções conjunta entrou em vigor. Mas seu conteúdo prático só seria definido nas reuniões anuais chamadas de Conferência das Partes (COP), das quais participam os países signatários atualmente, 189. As negociações sobre as metas de redução de emissões de gases em especial nos países desenvolvidos culminaram no estabelecimento, em 1997, do Protocolo de Kioto, que impõe a 35 países industrializados o corte de 5% de suas parcelas de culpa até 2012. Até o momento, 163 países já assinaram o protocolo. Isso inclui quase todos os integrantes do chamado G8 (o grupo dos sete países mais ricos do mundo, além da Rússia), à exceção dos Estados Unidos que responde por 25% das emissões mundiais. (RV)