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CIDADES
Terça-feira, 15 de Março de 2011, 22h:08

ÍNDIOS NA BR-163

PRF orienta desvio para quem precisar passar por bloqueio

BIANCA ZANCANARO
Da Reportagem/Sinop
Em virtude do movimento dos índios terenas, que desde segunda-feira fecham um trecho da BR-163 na região de Itaúba, norte de Mato Grosso, a Polícia Rodoviária Federal está orientando os condutores que precisam passar pelo local para que peguem um desvio de aproximadamente 220 quilômetros. A via alternativa passa pelas cidades de Claudia, Feliz Natal, Vera e Marcelândia. Porém, parte desse percurso, cerca de 140 Km, não tem pavimentação. A orientação parte do fato de que os indígenas estão liberando a passagem apenas para ambulâncias e viaturas policiais e dos Bombeiros no KM 943 da rodovia. Apenas ontem houve um intervalo no protesto, quando a pista foi liberada entre 13h e 17 horas. Durante esse período, os policiais disseram que o trânsito foi intenso no local e um pouco lento. Os indígenas, que vivem na reserva Iriri Novo, no município de Matupá, pararam a BR para reivindicar uma unidade de coordenação técnica da Fundação Nacional do Índio (Funai) para o município. O tráfego no local está interrompido desde as 12h de segunda e deverá permanecer assim por tempo indeterminado. De acordo com a PRF, o bloqueio da passagem de veículos e pessoas está sendo feito com pneus a cerca de dez quilômetros de Itaúba, entre este município e a cidade de Nova Santa Helena, sentido Cuiabá-Santarém (PA). Os índios, que estão no local com arco e flecha, pedem a presença de um represente da Funai de Brasília para que implante no município, uma unidade que preste assistência à tribo, pois a coordenação mais próxima fica em Colíder, mais de 250 quilômetros de distância. De acordo com o coordenador regional substituto da Funai em Colíder, Sebastião Martins, ainda não há confirmação da vinda de um representante de Brasília para conversar com os indígenas. Ele disse que já entrou em contato com a presidência do órgão, mas, até o momento, não obteve resposta. Sebastião também mencionou que “não adianta enviar um representante da Funai do município para tentar um acordo, pois eles [os índios] estão irredutíveis e querem um representante de Brasília, que poderá atender suas reivindicações”.

Edição EDIÇÃO 16961




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