Um homem que prestava serviço temporário à prefeitura de Várzea Grande foi preso ontem por ter cometido abuso sexual contra uma adolescente na comunidade de Bonsucesso, em 2008. Edivaldo Pereira da Silva, 26 anos, foi preso durante o trabalho. Ele tapava buracos nas vias da cidade, quando os agentes da Polícia Civil deram voz de prisão. A vítima que na época tinha 15 anos reconheceu Edivaldo como autor do crime. De acordo com uma investigadora, a vítima chegou a dizer: acabaram os meus pesadelos, desabafou. O crime ocorreu durante a festa do Peixe, que atrai muitas pessoas para o povoado. Edivaldo teria abordado a vítima quando ela saía de um banheiro. Ele ordenou que ela seguisse com ele em uma bicicleta. De acordo com o boletim de ocorrência, Edivaldo se afastou da área da festa e levou a vítima para um matagal. No local, consumou o estupro. Era a primeira relação sexual da vítima. Ela foi abandonada no matagal e socorrida por alguns moradores que passavam por lá. De acordo com uma investigadora, depois do crime, Edivaldo sumiu do povoado. Ele só retornou após um ano e passou a ser seguido pelas investigadoras. Moradores de Bom Sucesso confirmaram o sumiço do suspeito e disseram que Edivaldo tinha atitudes suspeitas. Um dos irmãos do acusado, Edinaldo da Silva acredita na inocência dele. Ele disse que o irmão não saiu em nenhum momento da festa, já que era responsável por fritar os peixes consumidos durante a festividade. Além de casado, Edivaldo tem um filho de 5 anos e é sustentado pela pensão da mulher, que é surda-muda. Até a tarde de ontem, Edivaldo estava preso na sede da Delegacia de Defesa da Mulher, da Criança e do Idoso, em Várzea Grande. ABUSOS - Cerca de um sexto dos inquéritos abertos na delegacia investiga casos de abusos sexuais cometidos contra crianças e adolescentes. Em 2010, foram abertas mais de 100 investigações. Uma delas procura um homem identificado pela tatuagem gravada em um dos braços. Ele é conhecido como Ana e já molestou sexualmente mais de 12 crianças na cidade. Segundo uma investigadora, ele procura conhecer a rotina, a família e a escola da criança antes de efetuar o crime. Denúncias podem ser feitas pelo 197.