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CIDADES
Quinta-feira, 22 de Novembro de 2007, 20h:24

CÁCERES

Presa seqüestradora de bebê de 7 meses

Em conjunto com 2 irmãs, Elisangela Cazolli, de 19 anos, planejou o rapto da criança sob encomenda; as três teriam vindo de RO com o plano em mente

CLARICE NAVARRO DIÓRIO
Da Reportagem
A Polícia Civil de Cáceres prendeu, na manhã de ontem, a babá Elisangela Cazolli, de 19 anos, acusada de seqüestrar o bebê que ela cuidava, de apenas sete meses. O delegado Rogers Elizandro Jarbas informou que a jovem e duas irmãs, Martha e Eliciana Cazolli, fazem parte de uma quadrilha especializada neste tipo de crime. Conforme a polícia, as três irmãs vieram de Rondônia com destino a Cáceres já com o crime premeditado. Elas se empregaram como domésticas na cidade e levantaram quatro possíveis alvos – famílias com bebês. O objetivo foi conseguido com o quarto alvo, na residência onde Elisangela trabalhou por 17 dias como babá. O menino seqüestrado permaneceu 16 horas em cativeiro. Após a denúncia da família, a polícia conseguiu chegar até a criança depois de fazer perícia no quarto onde a seqüestradora morava com as irmãs, numa vila no centro de Cáceres. Para tentar simular que não havia ligação entre as irmãs domésticas com a babá, dias antes, as primeiras pegaram um táxi e pararam na rodoviária como se estivessem deixando a cidade. Mas na realidade, estavam escondidas na vila onde a polícia encontrou vestígios do seqüestro. A duas foram presas nas residências onde trabalhavam como domésticas. A criança foi encontrada em outra vila próxima. A seqüestradora vestia a vítima como se fosse uma menina para afastar suspeitas, enquanto afirmava se tratar de sua filha. Para dificultar as buscas da família e da polícia, ela cortou todas as fotos do bebê e ainda levou consigo o telefone celular da mãe da criança. A criança seqüestrada é filha de uma escriturária e um empresário da cidade, que não moram juntos. O bebê ficava com a babá durante o dia inteiro, enquanto a mãe trabalhava. O menino passa bem. As três irmãs presas confessaram o crime e afirmaram que o seqüestro atendia a uma encomenda, sem revelar detalhes. O delegado afirmou que a criança poderia seguir para uma possível adoção ou, até mesmo, ter seus órgãos vendidos. Segundo ele, as investigações continuam em Cáceres e deverão acontecer em Rondônia. Ainda de acordo com o delegado, ao que tudo indica, as irmãs envolvidas no seqüestro fazem parte de uma quadrilha muito bem organizada e articulada.

Edição EDIÇÃO 16968




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