CIDADES
Quinta-feira, 17 de Julho de 2014, 21h:13
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INCÊNDIO
Prejuízo de R$ 3 milhões
Fogo consome toneladas de garrafas plásticas em pátio de fábrica no Distrito Industrial e expõe falta de estrutura do Corpo de Bombeiros
JOANICE DE DEUS
Da Reportagem
Um incêndio destruiu, na manhã de ontem, boa parte das 1.500 toneladas de garrafas plásticas prensadas, que estavam no pátio da Fábrica Global, que fica no bairro Distrito Industrial, em Cuiabá, causando um prejuízo calculado em R$ 3 milhões. O fato expõe um problema que preocupa toda a população: Cuiabá está preparada para lidar com um incêndio de grandes proporções? Não sabemos como o fogo começou e por quê? Mas teve início às 5 horas da manhã, quando o pessoal (Corpo de Bombeiros) foi acionado, disse o diretor da empresa, Domingos Kennedy. O Corpo de Bombeiro teria chegado ao local uma hora depois. Nenhuma pessoa ficou ferida. Conforme Kennedy, o material estava armazenado de forma correta. Tem que ser ao ar livre e em pátio assim, isolado. O material estava um pouco acumulado porque estava sendo feita manutenção, frisou. Este foi o segundo incêndio em empresas do grupo. Para ele, o fogo se alastrou por falta de estrutura ou condições de trabalho do Corpo de Bombeiros. Eu vivo brigando. A gente luta por essa melhoria, mas o responsável do Governo (de Mato Grosso) retirou o Corpo de Bombeiros daqui (Distrito Industrial), criticou. O entendimento é de que todas as empresas localizadas no Distrito Industrial estão a Deus dará. Nós arrecadamos para o Estado de Mato Grosso e é esse absurdo. Um desmando. A gente arrecadou R$ 5 bilhões nos últimos cinco anos e o governo sequer faz um Corpo de Bombeiros aqui, cobrou. O empresário questionou ainda o fato do Corpo de Bombeiros usar água ao invés de espuma para combater as chamas. Porque se fosse espuma já tinham controlado o fogo em dois minutos isso aqui, acredita. Ele ainda não tinha estimativa do prejuízo. Com auxilio de caminhões pipas de empresas locais e tratores, as chamas foram controladas pelos bombeiros cerca de cinco horas depois do seu início. Antes, por volta das 8h30, a preocupação das equipes de combate foi a de evitar que atingissem o barracão da empresa, onde é feito o tratamento das garrafas PETs. Já há dois caminhões lá, fazendo o controle na lateral do galpão para evitar que o fogo se alastre e mais prejuízos ocorram, disse o tenente Mateus Neves, do Corpo de Bombeiros. De acordo com Neves, a corporação foi acionada às 6 horas. Saímos imediatamente do quartel para cá e ao chegar aqui o fogo já estava com certa gravidade. Por se tratar de material plástico, que quando queima forma uma crosta e, quando resfria, a água não penetra e o calor fica por baixo, informou. Por isso, conforme ele, foi retirado e resfriado o material que ainda estava intacto e feito o isolamento (uma espécie de acero) das garrafas que estavam em chamas. Neves disse desconhecer o fato de a unidade ter sido acionada antes e garantiu que não faltou água. Por meio da assessoria de imprensa, o Corpo de Bombeiros informou que cinco caminhões foram enviados para o local para conter as chamas. Explicou ainda que como se tratava de material prensado o uso da espuma não é o indicado, pois as garrafas continuam queimando por baixo. A suspeita é de que o incêndio seja criminoso. Porém, somente as investigações é que irão apontar as reais causas ou origem do fogo.