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CIDADES
Segunda-feira, 20 de Abril de 2015, 20h:58

SAÚDE/SUS

Prefeitura notifica unidades de saúde

Todas as unidades de saúde devem acolher pacientes em função da superlotação no Pronto-Socorro Municipal de Cuiabá

YURI RAMIRES
Da Reportagem
A Prefeitura de Cuiabá notificou as unidades de saúde da cidade que atendem por meio do Sistema Único de Saúde (SUS) para receberem pacientes oriundos do Pronto-Socorro Municipal de Cuiabá (PSMC). A notificação se deve a superlotação na unidade. Conforme o documento expedido na última sexta-feira (17), na mesma data, não havia nenhum leito disponível para internação de pacientes na unidade e diante do “estado de calamidade”, foi solicitada aos hospitais conveniados a suspensão dos atendimentos eletivos a fim de atender a demanda encaminhada do PS. Entretanto, conforme do superintendente do Hospital Universitário Júlio Müller (HUJM), Francisco Souto, nenhum paciente deu entrada na unidade dentro dessas circunstâncias. “Recebemos esse pedido de ajuda, ficamos de prontidão, mas ainda não fomos acionados pelo município”, disse ao Diário. Conforme o médico, atualmente o HUJM tem ficado com sua ocupação bem superior que o de costume, mas ainda assim, abriram as portas para o município. “Hoje a ocupação é superior a 90%, a unidade é pequena, mas nos sensibilizamos e estamos prontos caso haja uma demanda local”, finalizou. Por outro lado, na semana passada os 60 leitos de retaguarda existentes na Santa Casa de Misericórdia de Cuiabá estavam ocupados por pacientes oriundos do PS, afirmou o diretor da unidade, o médio Antônio Preza. “Não vamos deixar de prestar atendimento e fazer a nossa parte”, explicou Preza. Entretanto, vale ressaltar que o município não renovou o contrato com a unidade, que garante 30 dessas vagas ao pacientes do PS. Esse contrato venceu em outubro do ano passado, e mesmo sem receber o valor do contrato nos últimos seis meses, a unidade continuou atendendo os pacientes do município. A dívida com a Santa Casa já soma R$ 1,7 milhão. Conforme uma funcionária do PS, que preferiu não ser identificada, há uma superlotação sim, mas que isso já vem acontecendo há bastante tempo e é de conhecimento de todos, inclusive do município. “Não dá para colocar culpa na greve dos médicos, até porque eles continuam atendendo com o efetivo de 30%, conforme a legislação. Por outro lado, a situação acaba que sobrecarregando os outros profissionais”, disse. A paralisação da categoria completou 12 dias, e até o momento não há a sinalização de um acordo entre os médicos e o município. A reportagem entrou em contato com a assessoria da Secretaria de Saúde, mas não obteve retorno.

Edição EDIÇÃO 16967




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