Prefeitura diz que proposta esbarra na questão financeira
Uma semana depois da reunião com o Ministério Público Estadual (MPE), a greve dos médicos de Várzea Grande continua sem previsão para terminar. Segundo o secretário municipal de Saúde, Marcos José da Silva, a proposta da prefeitura está sendo finalizada e deve ser entregue à Promotoria até o final da semana. Ele garante que a maioria das reivindicações é atendida pelo texto, mas o município ainda esbarra na questão financeira para determinar uma melhor gratificação aos profissionais. A categoria afirma que os médicos que atendem pelo Sistema Único de Saúde (SUS) sofreram um corte de 20% em janeiro deste ano. Pleiteia ainda a substituição das verbas indenizatórias e melhores condições de trabalho. A intervenção do MPE foi requerida pelo Conselho Municipal de Saúde. Na reunião, com o prefeito Sebastião dos Reis Gonçalves, o Tião da Zaeli (PSD), e o Sindicato dos Médicos do Estado (Sindimed), o promotor de Justiça Rodrigo de Araújo Braga Arruda propôs a assinatura de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC). Para se chegar a um acordo, no entanto, o município precisa apresentar a proposta. O combinado para a entrega, segundo o MPE, era até a última segunda-feira. O secretário, por sua vez, sustenta que não foi estabelecido nenhum prazo para que a prefeitura desse uma resposta. Enquanto a greve em Várzea Grande se mantém, em Cuiabá a categoria se reuniu em assembleia ontem para discutir melhores condições de trabalho. Segundo a presidente da Sindimed, Elza Queiroz, a maior parte das reclamações dos profissionais se refere à falta de medicamentos. Estamos denunciando isso há três anos. Está na hora de fazer alguma manifestação mais efetiva, disse. (LN)