Prefeitura diz que normas são cumpridas para armazenamento
A prefeitura de Cuiabá rebateu as críticas da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Câmara Municipal que investiga o sistema de coleta de lixo na Capital. O secretário de Infra-Estrutura, Josué Souza, afirmou que o aterro sanitário está funcionando dentro das normas ambientais exigidas em lei, tem vala séptica específica para o lixo hospitalar e até agora a atual administração não fez licitação no setor. Além disso, conforme o secretário, a área do aterro é de 41 hectares, mas até agora já foram utilizados apenas 18. No entanto, informou que a prefeitura já possui licença ambiental para usufruir de mais dois hectares, que estariam sob disputa judicial. Isso vai garantir uma operação tranqüila por pelo menos mais 15 anos, garantiu. O secretário de Governo, Andelson Gil do Amaral, destacou que a prefeitura trata a questão do lixo com responsabilidade. No entanto, ele admitiu que nos últimos dois meses aconteceram problemas por conta das chuvas e do período de dissídio dos trabalhadores do aterro e de quem atua na coleta do lixo. Mas isso não comprometeu os serviços, completou. Também fez questão de frisar o tratamento diferenciado no caso dos resíduos sólidos da área de saúde. Além disso, o consultor técnico da Qualix, empresa responsável pela coleta de lixo na Capital, apresentou relatórios e balanços que mostram melhorias nos serviços. Ele destacou o preço da tonelada de lixo, que em 2004 era de R$ 64 e hoje é de R$ 58. Também frisou o índice de recolhimento, que aumentou 6% nos últimos quatro anos. No entanto, as informações apresentadas não agradaram o presidente da CPI, vereador Francisco Vuolo. Para ele, a prefeitura não explicou as irregularidades constatadas pelas investigações da Comissão, como os problemas ambientais relacionados ao armazenamento do lixo.