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CIDADES
Segunda-feira, 15 de Dezembro de 2014, 20h:37

VIADUTO DA UFMT

Prefeitura cita implosão

Em ofício enviado à Secopa, a Secretaria de Obras pede solução para graves problemas de drenagem e admite possível demolição

GUSTAVO NASCIMENTO
Da Reportagem
Em uma notificação encaminhada ontem (15) à Secretaria Extraordinária da Copa do Mundo (Secopa), a prefeitura de Cuiabá admitiu até a possibilidade de implosão do viaduto da UFMT em razão dos graves problemas de drenagem no local. Na última sexta-feira (12), uma chuva forte causou alagamento na cabeceira do viaduto, provocando o caos na avenida Fernando Corrêa da Costa. Após o alagamento, a prefeitura informou que a Secopa jamais apresentou o Projeto Executivo de Drenagem para as obras do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) na avenida. De acordo com a notificação, um documento também foi protocolado junto aos setores administrativos e será levado a Justiça, caso a Secopa não apresente o projeto em 15 dias corridos. “Esta notificação será protocolada também junto aos setores administrativos e jurídicos para que venham a acompanhar e auxiliar na adoção de medidas que poderão chegar ao clímax de implosão do viaduto”. De acordo com o secretário municipal de Obras, Marcelo de Oliveira, caso a Secopa continue a “desrespeitar” o município e tentar entregar as obras inacabadas, a prefeitura não terá outra alternativa a não ser ingressar com uma ação judicial contra a secretaria, o Consórcio VLT e as demais empresas envolvidas para que as obras sejam completamente refeitas. “Eles têm que ter a responsabilidade de entregar a obra bem feita. Não sou eu que vou mandar implodir ou refazer nada. Agora, eles querem fazer o VLT sem resolver a questão da drenagem. O trem não anda na água. Se eles continuarem com esta irresponsabilidade e tentando entregar as obras inacabadas, vai ser a Justiça que irá ter que determinar”. O secretário afirmou que a prefeitura e a Secopa tinham conhecimento do problema no local, assim como em outros pontos de obras, porém no caso da Fernando Correa, a região ficou ainda pior após a execução do projeto, pois diversos pontos de escoamento foram fechados no local. Conforme Oliveira, desde 2013 a secretaria cobra o Projeto Executivo de Drenagem para a avenida, porém até agora nenhum documento foi recebido. “Estou desde 2013 notificando eles e nada, tenho até 10 testemunhas que comprovam isso. Nós já constatamos que a drenagem por meio das bocas-de-lobo são apenas provisórias, pois não se trata de um projeto definitivo que atenda o escoamento devido na região”. Segundo o secretário, para que a drenagem possa ser feita corretamente, evitando alagamentos, é necessário que o projeto apresente caixa de reservação e drenagem superficial. “Temos alertado a Secopa sobre os riscos da falta de uma drenagem adequada e se as medidas não forem adotadas em caráter de urgência, este problema irá se repetir constantemente na avenida”. A assessoria da Secopa informou que não irá se manifestar quanto às declarações da Prefeitura e do secretário. Contudo, a secretaria já notificou o Consórcio VLT, responsável pela obra, a apresentar uma explicação e soluções urgentes para sanar o problema.

Edição EDIÇÃO 16967




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