A Lei Complementar de nº 150/07, no seu artigo 89, proíbe a ampliação do perímetro urbano pelo período de dez anos. O Plano Diretor de Desenvolvimento Estratégico, lançado em agosto, tem como objetivo, segundo a presidente do Instituto de Desenvolvimento Urbano (IPDU), a arquiteta Adriana Bussik, preencher os vastos territórios ainda desocupados na região urbana e intensificar o desenvolvimento na Capital. Um dos terrenos ocupados e que pode representar esse desenvolvimento está localizado na rua Alice Borges Avelino, no bairro Duque de Caxias. No local está sendo construído um condomínio residencial. Entretanto, a construção na área despertou a angústia em alguns moradores vizinhos à obra. Isso porque o terreno abrigava inúmeras árvores, inclusive frutíferas, como uma figueira, que faziam parte da história de vida dessas pessoas. Apesar de o terreno ser de propriedade privada, os moradores da região se sentiram invadidos com a construção. Assim foi para a funcionária pública Lenir Alves de Almeida. Ela relata que ali os filhos brincavam e as famílias vizinhas aproveitavam a sombra das árvores para papear. O mesmo sentimento saudosista já é sentido pela outra moradora, a dona-de-casa Maria Maciel Sales. Tinha pé de manga, de bocaiúva, e cajá-manga. As crianças até tiravam foto no local e a gente sentava debaixo das sombras, só pra sentir uma brisa fresca, lembra. Para outras pessoas, como o representante comercial Joanir Pivotto, o crescimento imobiliário de Cuiabá significa um alívio. Ele é morador de um prédio que fica ao lado de uma área que era repleta de árvores e plantas, localizado na rua Estevão de Mendonça. No local será construído um prédio residencial. Segundo ele, o terreno servia apenas para abrigar marginais e usuários de droga. Eu acho uma benção. Será mais segurança para a gente aqui do prédio com mais um que será construído, acredita. Mas ele pondera: É lógico que se pudesse preservar a área seria melhor. (DC)