CIDADES
Terça-feira, 21 de Julho de 2015, 20h:13
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SERVIÇO PÚBLICO
Pra variar, fora do ar
As constantes quedas do sistema de atendimento do Detran revolta os cidadãos e expõe os funcionários
YURI RAMIRES
Da Reportagem
Cidadãos que buscam pelos serviços ofertados pelo Departamento Estadual de Trânsito (Detran-MT) correm o risco de não encontrar o sistema em funcionamento em qualquer período do ano. A situação não é novidade, mas, desta vez, o sistema ficou mais de 48 horas fora do ar. As informações dão conta de que os atendimentos nas áreas de veículos e habilitação foram suspensos na última sexta-feira (17) e só voltou a funcionar ao meio-dia de ontem, conforme confirmado pela assessoria de imprensa do órgão. O apagão no sistema atingiu 62 unidades do Detran espalhadas pelo Estado, além de oito agências vip e a sede da entidade, em Cuiabá. No entanto, dizer que o sistema está novamente no ar não significa que ele permanecerá estável nos próximos dias. Foi isso que a assessoria deixou claro. O problema não é aqui, não temos uma garantia de que permaneça estável nos próximos dias, disseram. A reportagem do DIÁRIO esteve no Detran na tarde de ontem, pouco depois de o sistema voltar ao normal. Cheguei aqui cedo, mas só consegui ser atendida agora, por volta das 14h, felizmente resolveu parte da minha situação, já é uma vitória, disse uma usuária que saía do bloco B. Já o usuário R.C, 23 anos, já havia procurado o órgão na última semana, mas sem sucesso. Acabei de chegar aqui, ouvi dizer que está tudo funcionando, mas não garantiram agilidade. O Sindicato dos Servidores do Detran (Sinetran) salientou que a situação é comum. Os servidores ficam expostos à revolta da população, que também aguarda por soluções no sistema. Ante à inércia da gestão, os servidores enfrentam o constrangimento de ser obrigados a passar todo o expediente explicando para os usuários porque não podem atender e enfrentando as reclamações, diz Daiane Renner, presidente do sindicato. O sistema em questão, o Detrannet, foi adquirido em 2010 pelo valor de R$ 2,5 milhões e funciona junto à Central de Processamento de Dados de Mato Grosso (Cepromat). Há anos denunciamos que o sistema, que foi adquirido por um valor exorbitante, não funciona a contento e não atende à demanda, afirma a sindicalista. Na época, o sistema era visto como revolucionário e que facilitaria o atendimento dos usuários, prometendo que eles poderiam pagar débitos, atualizar o cadastro, emitir guias, requerimentos e ainda receber documentos, como a Carteira Nacional de Habilitação (CNH), em casa, mas a realidade é outra. Segundo o Detran, a atual gestão está trabalhando para investir em tecnologia visando à mudança no funcionamento do sistema. Além disso, o órgão reconhece que o atual sistema não suporta a demanda. A direção está trabalhando em uma nova estruturação, uma vez que é preciso investir nessas novas tecnologias para dar um retorno à população. A T.I. do Detran e o Cepromat estão trabalhando nisso.