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CIDADES
Quarta-feira, 30 de Março de 2011, 21h:12

ENXURRADA

População sofre com madrugada chuvosa

Diversas casas de Cuiabá foram invadidas pela água e, em VG, até apartamento ficou inundado. Chuva intensa segue até próxima segunda-feira

JOANICE DE DEUS
Da Reportagem
A forte chuva que atingiu Cuiabá e Várzea Grande entre a noite de terça-feira e a madrugada de ontem tirou o sono de dezenas de famílias que moram em áreas de riscos localizadas nas duas cidades. O Corpo de Bombeiros atendeu seis chamadas de moradores com problemas de alagamentos em suas residências. Na Capital, o córrego do Ribeirão do Lipa e seu afluente Espinhalzinho transbordaram e inundaram casas nos bairros Ribeirão da Ponte, Parque Amperco e Novo Tempo. Só neste último pelo menos oito moradias foram invadidas pela enxurrada. Os moradores contam que a chuva teve início por volta das 22 horas. “Foi uma tromba d’água. Por Nossa Senhora, foi horrível. Depois que começou a chover ninguém dormiu mais, meus filhos acordaram e passamos a noite em claro”, afirmou a dona-de-casa Carmelita da Silva, 30 anos, que mora a aproximadamente 30 metros do Espinhalzinho. Assim como Carmelita, a diarista Maria José Rodrigues, 49 anos, comentou que fez a inscrição junto ao programa “Minha Casa Minha Vida” e a cada chuva a espera torna-se angustiante. “A gente mora num lugar desses porque não tem condições. Se eu pudesse não estava aqui, passando por todo esse sofrimento”, lamentou. Ontem, por volta das 9 horas, a diarista ainda limpava o barraco em que vive e que fica na rua Primavera, do Novo Tempo. “Só neste ano é a terceira enchente que a gente enfrenta”, afirmou. “A chuva já me levou pelo menos três sofás”, acrescentou. O coordenador da Defesa Civil da Capital, José Pedro Zanetti, lembrou que além de serem áreas de risco, ou seja, impróprias para moradia, os alagamentos ocorrem devido a córregos ou bocas-de-lobo entupidos. No caso do afluente que corta o Novo Tempo, ele informou que um morador há alguns dias foi notificado porque estava aterrando parte do canal. Do bairro, 16 famílias devem ser transferidas. Em Várzea Grande, a água da chuva atingiu localidades como a Lagoa do Jacaré, Jardim União, Santa Clara e Pirineu. No Jardim Aeroporto, apartamentos do térreo, que ficam nas quadras 8 e 9, também foram invadidos pela enxurrada. Com lágrimas nos olhos, a acompanhante de senhoras Carmelita Alves de Oliveira, 47 anos, também tentava limpar o apartamento onde ela, o filho e a nora moram há um ano. “Molhou cama, guarda-roupa e armário. Perdeu tudo”, lastimou-se. Apesar dos transtornos, ninguém ficou ferido. Recepcionista de um salão de beleza, Maria Elizabete Martins estimou um prejuízo de R$ 5 mil. “Perdemos muita coisa. A água molhou secadores, chapinhas, aparelho de mega hair, armários e cadeiras”, enumerou. De acordo com dados do 9º Distrito de Meteorologia (Disme), a precipitação registrada durante a noite de anteontem foi de 61,4 mm. A maior já registrada neste mês ocorreu no dia 23, quando choveu 80,1 mm. Ao longo de março, o volume de chuvas foi de 365,5 mm na Grande Cuiabá. Ontem pela manhã, o nível do rio Cuiabá era de 4,40 metros. Na Capital, a cota de alerta é 8,5m. A forte chuva que atingiu Cuiabá e Várzea Grande entre a noite de terça-feira e a madrugada de ontem tirou o sono de dezenas de famílias que moram em áreas de riscos localizadas nas duas cidades. O Corpo de Bombeiros atendeu seis chamadas de moradores com problemas de alagamentos em suas residências. Na Capital, o córrego do Ribeirão do Lipa e seu afluente Espinhalzinho transbordaram e inundaram casas nos bairros Ribeirão da Ponte, Parque Amperco e Novo Tempo. Só neste último pelo menos oito moradias foram invadidas pela enxurrada. Os moradores contam que a chuva teve início por volta das 22 horas. “Foi uma tromba d’água. Por Nossa Senhora, foi horrível. Depois que começou a chover ninguém dormiu mais, meus filhos acordaram e passamos a noite em claro”, afirmou a dona-de-casa Carmelita da Silva, 30 anos, que mora a aproximadamente 30 metros do Espinhalzinho. Assim como Carmelita, a diarista Maria José Rodrigues, 49 anos, comentou que fez a inscrição junto ao programa “Minha Casa Minha Vida” e a cada chuva a espera torna-se angustiante. “A gente mora num lugar desses porque não tem condições. Se eu pudesse não estava aqui, passando por todo esse sofrimento”, lamentou. Ontem, por volta das 9 horas, a diarista ainda limpava o barraco em que vive e que fica na rua Primavera, do Novo Tempo. “Só neste ano é a terceira enchente que a gente enfrenta”, afirmou. “A chuva já me levou pelo menos três sofás”, acrescentou. O coordenador da Defesa Civil da Capital, José Pedro Zanetti, lembrou que além de serem áreas de risco, ou seja, impróprias para moradia, os alagamentos ocorrem devido a córregos ou bocas-de-lobo entupidos. No caso do afluente que corta o Novo Tempo, ele informou que um morador há alguns dias foi notificado porque estava aterrando parte do canal. Do bairro, 16 famílias devem ser transferidas. Em Várzea Grande, a água da chuva atingiu localidades como a Lagoa do Jacaré, Jardim União, Santa Clara e Pirineu. No Jardim Aeroporto, apartamentos do térreo, que ficam nas quadras 8 e 9, também foram invadidos pela enxurrada. Com lágrimas nos olhos, a acompanhante de senhoras Carmelita Alves de Oliveira, 47 anos, também tentava limpar o apartamento onde ela, o filho e a nora moram há um ano. “Molhou cama, guarda-roupa e armário. Perdeu tudo”, lastimou-se. Apesar dos transtornos, ninguém ficou ferido. Recepcionista de um salão de beleza, Maria Elizabete Martins estimou um prejuízo de R$ 5 mil. “Perdemos muita coisa. A água molhou secadores, chapinhas, aparelho de mega hair, armários e cadeiras”, enumerou. De acordo com dados do 9º Distrito de Meteorologia (Disme), a precipitação registrada durante a noite de anteontem foi de 61,4 mm. A maior já registrada neste mês ocorreu no dia 23, quando choveu 80,1 mm. Ao longo de março, o volume de chuvas foi de 365,5 mm na Grande Cuiabá. Ontem pela manhã, o nível do rio Cuiabá era de 4,40 metros. Na Capital, a cota de alerta é 8,5m. Para os próximos seis dias, a previsão é de chuva intensa, sol e calor na Grande Cuiabá. Até a próxima segunda-feira deve chover forte, com possibilidade de trovoadas, todos os dias nas duas maiores cidades do Estado. A probabilidade de chuva é de 80% no período, conforme o Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos (Cptec) do Instituto de Pesquisas Espaciais.

Edição EDIÇÃO 16962




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