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CIDADES
Quarta-feira, 10 de Novembro de 2010, 19h:11

TAXÍMETRO

Pontos de táxi custam caro na Capital

CAROLINA HOLLAND
Da Reportagem
Denúncias de venda de pontos de táxi marcaram ontem audiência pública na Câmara Municipal de Cuiabá para tratar da situação atual dos taxistas que atuam na Capital. A cidade tem atualmente 604 permissões para táxis distribuídas em 72 pontos. Por lei, cada táxi pode ter no máximo dois condutores. A Secretaria Municipal de Trânsito e Transporte Urbano informou que a cidade tem 54 táxis a mais do que necessário porque, por lei, Cuiabá deveria ter um veículo para cada mil habitantes (ou seja, 550). No entanto, segundo a Secretaria, isso não significa que essas permissões serão cassadas, pois a legislação atual permite que esses carros continuem em circulação. A concessão do ponto de táxi é feita pela prefeitura por meio da Secretaria Municipal de Trânsito e Transporte Urbano, que cobra taxa de uso de R$ 300 anuais. No entanto, há denúncias de que os pontos são vendidos e alugados pelos permissionários no chamado “mercado negro”, por preços que chegam a ultrapassar R$ 100 mil. O presidente do Sindicato dos Taxistas de Cuiabá, Antônio Bodenar, negou a existência de um mercado negro de venda de pontos de táxi. “Isso não acontece. Não há venda e nem aluguel dessas vagas. O que existe é a desistência de usar a vaga e a transferência para outra pessoa, o que custa R$ 1,5 mil”, afirmou. No entanto, o taxista Jânio Wilson Rocha Vieira, que trabalha no ramo há 18 anos, confirmou a existência do mercado negro. “Pontos de táxi são vendidos por R$ 80 mil, R$ 100 mil e o presidente do Sindicato sabe disso”, declarou. Vieira disse ainda que paga cerca de R$ 750 mensais pelo uso de um ponto de táxi, valor que ele considera alto. “Na Rodoviária, um ponto custa R$ 60 diários. Mesmo se o taxista não usar a vaga em determinado dia, o preço tem que ser pago do mesmo jeito”. O presidente da Associação dos Taxistas de Cuiabá, Abel Arruda, disse que os donos do ponto cobram de R$ 800 a R$ 2 mil mensais para os taxistas terem direito a explorar a vaga. “Esse valor é alto de mais. O valor aceito pela categoria é R$ 400, mas, na verdade, o valor justo seria zero”, assinalou. Arruda também confirmou a existência do mercado negro de venda de pontos de táxi e que a fiscalização para evitar a prática “é difícil”. A reportagem tentou ligar para o secretário Municipal de Trânsito e Transporte Urbano, Edivá Alves, para falar sobre as denúncias do suposto mercado negro de venda de pontos de táxi, mas ele estava com o celular desligado.

Edição EDIÇÃO 16962




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