CIDADES
Segunda-feira, 07 de Fevereiro de 2011, 20h:36
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CRIME DA QUINA
Polícia vasculha área por corpos
ADILSON ROSA
Da Reportagem
A Polícia Civil vasculhou ontem a região onde foram jogados os corpos do casal de garimpeiros que ganhou na Quina e foi executado a tiros. Desde cedo, policiais da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) tentaram localizar os cadáveres de Raimundo Nonato Ferreira de Souza, de 45 anos, e Liliane Goes Saldanha, de 35, que foram jogados às margens da rodovia que liga Cáceres a Pontes de Lacerda. Até o início da noite, as buscas não tiveram êxito. Na semana passada, o GCCO prendeu quatro envolvidos no crime. Trata-se de Raimundo Pereira da Silva, de 40, Ricardo Oliveira Queiroz, de 27, Lauro Rosa Bueno, de 22, e Luiz Paulo da Silva, de 22. O quinto integrante, Ivan Rosa Moreira, ainda está solto. Ele é considerado o mentor do crime, ao lado de Raimundo. Com a prisão do bando, o delegado Luciano Inácio precisava localizar os corpos. Para encontrá-los, o delegado informou que iria usar inclusive uma roçadeira para cortar o matagal. Os policiais, após viajar cerca de 400 quilômetros, chegaram no final da manhã e iniciaram as buscas. Eles levaram Luiz Paulo, que confessou ter atirado nas vítimas, e Lauro, que acompanhou. Esses dois vão nos mostrar onde jogaram os corpos, informou o chefe de operações, policial civil Fernando Bezerra. No sábado, a Polícia Civil de Rondônia prendeu em Cacoal o funcionário da Caixa Econômica Federal (Caixa) Sérgio Luiz Pereira Furtado, que ajudou a consolidar o crime. Segundo o delegado Alexandre Bacarinni, da cidade, Sérgio trabalhava no setor de penhor e disse ao gerente que um amigo dele havia ganho na loteria e estaria ajudando na aplicação. O sistema de segurança gravou encontro do funcionário com Raimundo Pereira que usava documentos em nome da vítima. O caso começou em julho quando o casal se mudou de Pontes e Lacerda para Cacoal onde continuou trabalhando e Raimundo Nonato ganhou sozinho na Quina. De lá, resolveu retornar para Pontes e Lacerda. A notícia do prêmio milionário chegou até os ouvidos do xará do sortudo que planejou o crime. Em outubro, o casal foi sequestrado e levado para a rodovia onde foi executado. O bebê veio para Várzea Grande, ficando aos cuidados de um casal no bairro Nova Fronteira. Ivan pegou os documentos da vítima, colocou a foto dele e, em Cacoal, onde reside, conseguiu fazer vários saques, no valor total de R$ 700 mil, frisou o delegado. O esclarecimento do crime ocorreu após policiais da GCCO desconfiarem de um grupo de rapazes que estava fazendo gastos adoidados. Descobrimos que o dinheiro vinha de Cacoal e, em contato com a Polícia Civil de lá, havia uma investigação sobre um sumiço de um casal em Pontes e Lacerda. Entramos em contato com Lacerda e descobrimos que haveria conexão entre os casos, explicou o delegado Luciano Inácio.