CIDADES
Segunda-feira, 03 de Dezembro de 2007, 18h:59
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Polícia não descarta possível ligação de morte com seqüestro
ADILSON ROSA
Da Reportagem
A polícia não descarta totalmente a hipótese da morte do empresário José Osmar Borges estar ligada aos dois seqüestros relâmpagos sofridos por ele em julho e agosto do ano passado, em Cuiabá. O delegado Luciano Inácio, da Gerência de Repressão a Seqüestros e Investigações Especiais, foi até Chapada dos Guimarães para obter mais detalhes da morte do empresário. Os inquéritos ainda não foram concluídos. Os dois seqüestros estão em investigação. Ele (José Osmar Borges) nos procurou e até agora consta que ele é vítima desses dois crimes. Vamos investigar se a morte dele tem ligação com os dois seqüestros-relâmpagos, revelou. O primeiro seqüestro-relâmpago ocorreu no dia 26 de julho do ano passado. Abordado por quatro homens armados, dois ocupando um Gol branco e os demais, uma Land Rover, Borges foi levado para a região de Água Fria, em Chapada dos Guimarães. Lá, os criminosos levaram R$ 3 mil em dinheiro, óculos e celular. Um dos bandidos orientou para que não espancassem a vítima. Borges, segundo a polícia, teria voltado a pé para Chapada dos Guimarães. No dia 16 de agosto, em Cuiabá, Borges saía de sua empresa num Vectra e acabou sofrendo outro assalto. Ao passar sobre um quebra-molas, foi rendido por um homem negro e alto, que ocupou o banco traseiro e ordenou ao empresário que seguisse adiante. Num local, em que a vítima não soube dizer onde, acabou espancado. Conforme informações prestadas pelo empresário à polícia, os criminosos queriam o contrato de compra da fazenda São Lucas e a cópia da fita cassete da transação da empresa de laminação. Ele chegou a entregar os documentos, mas disse que não fez cópia da fita cassete da transação. O empresário foi roubado em R$ 5 mil. Em seguida, sofreu ameaçaram, caso procurasse a polícia para qualquer tipo de denúncia.