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CIDADES
Sexta-feira, 04 de Março de 2011, 20h:58

CASO LEOPOLDINO

Polícia Civil reabre e encerra apuração

Delegado titular da DHPP enviou à Justiça estadual, com cópia para a Federal, conclusão das investigações, com base em novo depoimento sobre fato

ADILSON ROSA
Da Reportagem
A Polícia Civil concluiu as novas investigações a respeito do assassinato do juiz Leopoldino Marques do Amaral. O delegado Márcio Pieroni, titular da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) encaminhou o inquérito para a 15ª Vara Criminal da Capital e também cópia para a Justiça Federal. Ele ouviu várias pessoas a partir de denúncias feitas por um homem preso por crime de menor poder ofensivo e cujo caso foi parar no Juizado Especial Criminal da Capital. O delegado não quis comentar as investigações alegando se tratar de “segredo de justiça”. O crime ocorreu em 1999. Segundo o Ministério Publico, com base num depoimento de que o magistrado estaria vivo, o processo foi reaberto e acabou sendo remetido para a Vara Especializada em Crimes Contra a Administração Pública. Das diversas provas levantadas pela Polícia Federal, a única considerada nas novas investigações é o exame de arcada dentária feita com base na fotografia da vítima. Diante das dúvidas, o delegado solicitou exumação do cadáver, mas a atitude desagradou tanto o Ministério Público Estadual como o Federal, que foram contrários ao novo exame. A exumação ocorreu na madrugada de quarta-feira, mas, no final da tarde do mesmo dia, o Ministério Público, contrariado com a decisão da Justiça estadual, conseguiu a suspensão do exame na Justiça Federal. Anteontem de manhã, os ossos do magistrado foram devolvidos ao cemitério de Poconé, conforme decisão judicial. Para o Ministério Publico, “é inadmissível que esse exame da arcada dentária coloque em dúvida os vários exames de DNA já realizados e ressaltam que o juiz Leopoldino Marques do Amaral está morto”. De acordo com o promotor de justiça Arnaldo Justino da Silva, que atua no Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), o entendimento do Ministério Público é de que a Justiça estadual não tem competência para decidir em relação a esta questão, já que o processo que apurou o homicídio do juiz tramita na Justiça Federal. “Eu e o representante do Ministério Público Federal fomos surpreendidos com a realização desta exumação”, reclamou. MANUTENÇÃO – O advogado de Josino Guimarães, um dos acusados de ter assassinado o magistrado, Waldir Caldas, disse à reportagem que entraria ainda ontem com um habeas corpus no Tribunal Regional Federal contra a decisão de suspender a exumação. O recurso, impetrado em Brasília, pretende que o exame seja feito já que, no entendimento do advogado, a Justiça Federal no Estado privou as partes interessadas no caso em esclarecer possíveis dúvidas sobre a morte de Amaral.

Edição EDIÇÃO 16967




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