CIDADES
Terça-feira, 03 de Maio de 2011, 20h:48
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VIOLÊNCIA CONTRA MENOR
Polícia apura surra em deficiente
CAROLINA HOLLAND
Da Reportagem
A Delegacia de Defesa da Mulher, Criança e Idoso de Várzea Grande investiga uma agressão sofrida por um garoto de 13 anos que sofre de problemas mentais. Ele está com hematomas no rosto e nas costas e a polícia suspeita de que tenham sido causadas por um espancamento ocorrido há poucos dias. O garoto não fala e precisa de ajuda para se locomover, beber e comer. A vítima tem uma deficiência grave que não sei especificar qual é. Ele não tem equilíbrio para andar sozinho e depende de outra pessoa para fazer coisas simples, como comer e beber, disse a delegada Daniela Maidel, da Delegacia Especializada e responsável pelo inquérito. O menino mora com uma tia no bairro São Mateus, em Várzea Grande, e foi levado por ela ontem de manhã para o Pronto-Socorro municipal. A médica que o examinou disse que ele sofreu as lesões há cerca de cinco dias, porque os ferimentos estão em processo de cicatrização. Depois que o garoto foi examinado, um funcionário da unidade hospitalar entrou em contato com o Conselho Tutelar na cidade para relatar a violência contra a vítima. O Conselho, então levou o caso à Polícia Civil de Várzea Grande. A delegada informou que a família do menino mora em Rondônia, no município de Cacoal. A mãe dele tem deficiência mental e, por isso, não teria condições de criar os filhos. Por causa disso, o Conselho Tutelar local concedeu a guarda do menino e de um de seus irmãos, de 15 anos, que também tem problemas mentais, aos avós maternos. No entanto, o avô materno batia muito nos dois garotos e o Conselho Tutelar procurou uma irmã da mãe, que mora em Várzea Grande, para que ela ficasse responsável pelos meninos. Em depoimento à Polícia Civil, a tia do agredido não soube explicar a origem dos hematomas e disse que ele já amanheceu com os machucados pelo corpo. O irmão da vítima também tem sinais de violência. A Polícia instaurou inquérito para investigar o caso. O menino foi levado ao Instituto Médico Legal para fazer exame de corpo de delito e, depois, encaminhado para o Conselho Tutelar de Várzea Grande, que ficará responsável por ele enquanto as investigações estiverem em andamento.