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CIDADES
Segunda-feira, 02 de Agosto de 2010, 19h:50

JARDIM DAS AMÉRICAS

Poeira de obras torna vida de vizinhança um problema

RENÊ DIÓZ
Da Reportagem
Duas grandes obras em andamento no bairro Jardim das Américas estão incomodando moradores com a profusão de poeira gerada dia e noite. Aparentemente simples, o problema virou um verdadeiro transtorno para um condomínio e uma casa na rua Buenos Aires. Além da sujeira, a poeira provoca irritação de olhos e garganta durante o tempo seco e moradores temem que a situação se agrave, pois as obras só devem ficar prontas em dezembro. A rua Buenos Aires se localiza logo atrás do canteiro das obras, um prédio residencial e um supermercado da rede Pão de Açúcar, com cerca de 10 mil metros quadrados previstos de área construída. Estreita e com declive, a rua fica quase que constantemente tomada pelo barro e, com a frequente passagem de veículos, a poeira está sempre entrando nas casas. Quem se diz o mais prejudicado com essa situação é o morador Elzo Joaquim da Silva, 57 anos, há três numa casa da rua Buenos Aires. Ele diz que a quantidade de poeira tem acarretado numa queda drástica de qualidade de vida e de saúde. Ele chegou a procurar os responsáveis pelas obras atrás de soluções, mas o incômodo continua, a casa permanece sempre suja e até mesmo a empregada doméstica de sua casa segue sofrendo na pele. “É dor na vista, a garganta seca, dá uma coisa ruim na gente. De noite dá uns espirros, mas não é gripe, é da poeira mesmo”, reclama Benedita Basília de Campos, 57. No prédio residencial ao lado, com 64 apartamentos, a reclamação é a mesma. Os carros estacionados estão sempre sujos e até mesmo moradores do lado oposto ao canteiro de obras sofrem com a poeira. “É janela fechada o dia inteiro”, conta a doméstica Rita Márcia Oliveira. Já uma moradora que preferiu não dizer o nome resume que se trata de “caso de polícia”, pelo descaso dos empreendedores das obras com o ambiente. Em resposta, a construtora CCO afirmou que passará, a partir de hoje, a utilizar uma entrada na Fernando Corrêa para acesso dos veículos pesados, deixando de levantar poeira e incomodar os moradores. Já o engenheiro responsável pela obra do prédio residencial, Wagner Yabusame Maja, diz que caminhões-pipa molham a rua diariamente, mas é quase inevitável que alguma poeira suba. “Não é descaso”, observa.

Edição EDIÇÃO 16962




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