PM lamenta medidas judiciais que favorecem bandidos em MT
A Polícia Militar reclama que os artifícios judiciais concedidos aos policiais criminosos e transgressores têm comprometido o poder punitivo da corporação. O diretor da PM, José de Jesus Nunes Cordeiro, relata que tenta bloquear o salário do policial Luiz da Silva Ortiz, para que ele se apresente, mas o Judiciário concede liminares que determinam a realização do pagamento de R$ 2.382 mensais. Ele integra o Batalhão de Cáceres. Desde 2003, ele responde a um Conselho de Disciplina por transgressão. Então, em outubro daquele ano, teria ficado doente, fato que paralisou o andamento do processo administrativo. Desde a época ele envia atestados médicos e há seis anos não trabalha. Os atestados alegam transtornos psiquiátricos, mas já foram assinados por médicos de diversas especialidades, como traumatologista, ortopedista e até por uma ginecologista. O policial alega ter problemas mentais para trabalhar, mas nesse período que está em casa passou no vestibular e está cursando Geografia na Unemat, com notas altíssimas, fala Cordeiro. Inúmeros outros casos similares são relatados pelo diretor. O Tribunal de Justiça não quis conceder entrevista sobre a política de expulsão de PMs no país e informou por nota que, na condição de instituição, não cabe posicionar-se sobre matérias judiciais. (KR)