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CIDADES
Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2006, 22h:05

POLICIAMENTO

PM chama comunidade e propõe estratégias

ALINE CHAGAS
Da Reportagem
Mais de 40 líderes comunitários participaram de uma reunião ontem pela manhã no quartel do Comando Geral da Polícia Militar, com dirigentes da instituição, para discutir a nova estratégia de atuação dos policiais em Mato Grosso. Os líderes das associações de bairro e dos Conselhos Comunitários de Segurança Pública (Consegs) conheceram o novo plano de trabalho da PM e apresentaram as preocupações e sugestões de cada comunidade. A partir do início de 2007, segundo o planejamento da Polícia Militar, policiais comunitários deverão atuar de forma preventiva, analisando a atuação de pessoas suspeitas em cada bairro e observando locais que ofereçam risco à população. Para isso, os policiais deverão trabalhar mesmo fora do horário de expediente e a paisana. O treinamento dos policiais está previsto para ter início em 8 de janeiro de 2007. O comandante geral da PM, coronel Leovaldo Salles, explicou que muitas coisas estavam incomodando os responsáveis pela segurança pública no Estado e isso motivou uma mudança de estratégia. “Estamos diante de um problema que não conseguimos resolver. Esse não é um problema só nosso. Ocorre em todo o país. É preciso fazer crescer essa discussão chamando pessoas do Conselho Tutelar, do Poder Judiciário, Ministério Público Estadual, entre outros”, comentou. De acordo com o coordenador do policiamento comunitário, tenente coronel Wilson Batista, a participação dos líderes comunitários é essencial para a implantação do novo modelo e que por esse motivo as reuniões deverão ocorrer com mais freqüência. O coordenador contou que há atualmente 18 unidades de policiamento comunitário em todo o Estado (10 em Cuiabá, duas em Várzea Grande, duas em Rondonópolis, duas em Sinop, uma em Cáceres e uma em Barra do Garças). Para o coordenador, o novo modelo de atuação da PM finalmente possibilitará a atuação dos policiais comunitários como deve ser trabalhando diretamente com a população para também evitar que os crimes ocorram. “Mas é preciso lembrar que só a PM não vai resolver o problema. Os municípios também precisam contribuir, ter sua parcela de responsabilidade, realizando obras de infra-estrutura oferecendo opção de educação e lazer e iluminando as ruas”, frisou Batista. A presidente do bairro Renascer, Verinha Moraes, concordou que os municípios precisam participar dessa mudança de estratégia e alertou que o treinamento dos policiais precisa ser realizado para não expor a população. Conforme Verinha, hoje os policiais chegam aos locais onde foram chamados e acabam por informar aos criminosos quem fez a denúncia. “Mas somos favoráveis às mudanças, recebemos de forma positiva”, disse Verinha. A discussão sobre concursos públicos e o orçamento da Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) foi defendida pelos líderes comunitários, mas todos demostraram total apoio às mudanças apresentadas durante a reunião. “Essas mudanças são bem-vindas. Por isso até fizemos um manifesto de apoio para mostrar que estamos de acordo”, comentou a presidente do Conseg do Moinho, Eunice Monteiro.

Edição EDIÇÃO 16968




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