CIDADES
Terça-feira, 13 de Setembro de 2011, 20h:05
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PROTESTO DE BANCÁRIOS
Pleitos são segurança e aumento
JOANICE DE DEUS
Da Reportagem
Mais segurança e reajuste salarial. Estas são algumas das reivindicações que integram a pauta de negociação entre bancários e banqueiros desde agosto passado. A falta de um acordo pode levar a categoria a paralisar as atividades, assim como ocorreu ano passado. Ontem pela manhã, os bancários realizaram um ato público em frente ao Banco Bradesco, que fica localizado à avenida Historiador Rubens de Mendonça (CPA). Eles entregaram uma carta aberta à população informando sobre a campanha salarial. No panfleto, o Seeb diz ainda que a violência nos bancos está se tornando rotineira e que há a necessidade das instituições investirem em mais segurança. No caso do Bradesco, conforme Arilson Costa, as agências ainda não têm biombos, conforme está previsto na Lei Municipal de nº 5373, de 29 de dezembro de 2010. Os bancos precisam fazer a sua parte, destacou Costa. Os biombos são uma espécie de barreira visual colocada nos caixas com o objetivo de dificultar as saidinhas de banco. A reportagem procurou o secretário de Meio Ambiente (Smaff), Eldo Orro, para falar sobre a fiscalização nas agências e garantir o cumprimento da Lei nº 5373. Ele alegou que assumiu a Smaff há poucos dias e, por isso, ainda está se inteirando de todas as ações ou atividades do órgão municipal. Anteontem, mais duas agências, uma do Banco do Brasil e outra do Sicredi, foram assaltadas simultaneamente ontem à tarde em Tapurah, cidade do médio norte do Estado que fica a 433 quilômetros de Cuiabá (ver matéria na página B2). Outros pontos da campanha nacional dos bancários são reajuste salarial de 12,8%, plano de cargo, carreira e salários (PCCS) para todos, mais contratações para melhor atender os clientes, fim das metas abusivas e do assédio moral. Conforme Silva, somente no Estado é necessária a contratação de mais 800 profissionais para diminuir a sobrecarga sobre os atuais bancários e melhorar o atendimento à população. No próximo dia 20, está prevista uma nova rodada de negociação entre representantes dos bancários e da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), em São Paulo. Em seguida, vamos para assembleia para apreciação da proposta (da Fenaban) e a definição dos rumos a serem tomados, que pode até ser greve, caso a proposta não atenda as reivindicações, observou Silva.