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CIDADES
Segunda-feira, 07 de Junho de 2010, 21h:13

SEGURANÇA

Pit bulls flagrados perambulando

JOANICE DE DEUS
Da Reportagem
Por lei, cães só podem circular pelas ruas de Cuiabá com coleira, focinheira e com uma pessoa apta a segurá-los. Mas, no último fim de semana, dois pit bulls andavam livremente pela avenida Tancredo Neves, ao lado do córrego do Barbado, que corta bairros como o Jardim Petrópolis e o Praeiro. Por trás do flagrante feito pelo repórter-fotográfico Geraldo Tavares está o risco que esses animais, considerados agressivos, pode oferecer às pessoas que também precisavam transitar pelo local. “A legislação é para todos os cães, que só devem andar nas ruas com coleira e um guia, uma pessoa apta a segurá-lo”, reforçou a veterinária Kelen Regina de Siqueira, do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ). Kelen Regina observou que, em alguns casos, os animais escapam num descuido do dono, que deixa, por exemplo, o portão aberto. Porém, frisa que mesmo em situações assim, caso o animal agrida alguma pessoa, o dono, se encontrado, pode ser responsabilizado. “O proprietário pode ser responsabilizado por qualquer ato do animal, mas via Justiça”, destacou. O pit bull pode ser dócil em casa, mas, depois de dias nas ruas e sem comer, qualquer cachorro pode virar uma fera. Na Capital, um dos casos que comoveu a população ocorreu em 2006, quando um pit bull atacou um garoto de nove anos e o deixou gravemente ferido. Talisson Gouveia Monteiro jogava futebol na rua com o irmão de 12 anos, quando o portão do vizinho se abriu e o cão escapou. O animal perfurou um dos olhos do garoto e o mordeu por todo o corpo. O fato ocorreu no bairro Araés. Conforme Kelen Regina, o CCZ recebe bastante ligação de pessoas querendo se desfazer do seu cão, inclusive, da raça pit bull. Porém, ela explica que a responsabilidade sobre o animal é sempre do dono. “O CCZ atua em nível de prevenção das zoonoses, para não deixar que doenças como raiva sejam transmitidas, e tira os animais da rua de acordo com a solicitação da população”, comentou. “A gente captura os cães, gatos e equinos errantes, que não têm dono, e recolhe para o CCZ onde fica pelo período de três dias”, acrescentou. Se nesse tempo, o dono não aparecer, o animal saudável é destinado para a adoção. O bicho, segundo a veterinária, só é sacrificado se estiver com alguma zoonose e muito debilitado. “De 30% a 50% é adotada, mas chegam muitos animais debilitados”, disse.

Edição EDIÇÃO 16961




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