Contra a alegação de Fabiano e Francisco Serafim de Barros, de que suas prisões seriam fruto de uma armação de Fábio de Barros, pesa o fato de que os quatro pistoleiros detidos pela polícia do Mato Grosso do Sul confirmaram a existência de um plano de execução contra a vítima. Segundo o delegado responsável, Rodrigo Yassaka, a única contradição nos depoimentos dos acusados está na versão de Fabiano e Serafim, que negam tudo. Ambos tiveram a prisão temporária decretada depois que uma investigação com escutas telefônicas descobriu que tramavam matar Fábio. A investigação começou por acaso, com a detenção de dois pistoleiros em barreira policial rodoviária no Mato Grosso do Sul. Eles portavam fotos do alvo, que estava marcado para morrer em Campo Grande, nas proximidades da casa da noiva. Tudo teria sido motivado por uma briga judicial entre Fábio e Serafim. Em 2006, Fábio acertou na loteria e levou pouco mais de R$ 28 milhões. Preferiu que o pai bancário por toda a vida, na época diretor do Banco da Amazônia S.A em Belém (PA) - administrasse o dinheiro. Um ano depois, quando quis tomar conta da fortuna, esbarrou na recusa de Serafim em transferir o dinheiro, o que gerou uma briga judicial. Por meio dela, Fábio já conseguiu reaver a metade do dinheiro (as decisões do processo foram todas desfavoráveis a Serafim), mas segue a disputa. (RD)