CIDADES
Quarta-feira, 10 de Junho de 2009, 21h:21
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FRONTEIRA BRANCA
PF chega a mais três envolvidos
A Polícia Federal anunciou a prisão de mais três pessoas ontem, envolvidas com tráfico de drogas e alvos da Operação Fronteira Branca, deflagrada na terça-feira, em Mato Grosso e outros quatro estados. Assim, subiu para 47 o número de mandados de prisão cumpridos entre os 72 expedidos para todo o país pelo juiz federal de Cáceres, Rafael Cazeli de Almeida Carvalho. Outros 28 mandados de busca e apreensão também foram emitidos pela Justiça. Na ação, foram desarticuladas seis quadrilhas de narcotráfico que operavam no país, com carregamentos de entorpecente vindos da Bolívia, lideradas inclusive por facções criminosas. Somente em Cáceres, para onde foi expedida a maioria dos mandados de prisão, foram capturados Roberto Souza Vitoreli, Edson Peralta Lopes Oca, Pedro César Roques Faria, Márcio Serpeli Lopes Oca, Plínio César Freitas Alves, José Luiz Correa ribeiro, Sidney Funari, Airton Nunes do Nascimento e Antonio Sérgio Souza Queirós. Eles foram levados para a cadeia pública do município. Também receberam nova ordem de prisão Amarildo Gomes de Arruda, Antonio César Gattass, Francisco de Rosa Castro e Laureano de Jesus, que já se encontravam presos na cadeia de Cáceres, em decorrência de outros processos. Entre os presos no Estado está um policial civil que dava apoio logístico aos grupos criminosos. Em São Paulo, recebeu nova ordem de prisão Edilson Borges Nogueira, 33 anos, o "Birosca", tido como um dos líderes do Primeiro Comando da Capital, o PCC, acusado de comandar o tráfico na fronteira de dentro de um presídio do interior paulista. Ele comandava por celular as compras de drogas de fornecedores bolivianos, atuantes na região de San Matias, cidade vizinha de Cáceres. A PF informou que continua tentando cumprir mandados de prisão, procurando bolivianos e brasileiros envolvidos no tráfico de cocaína. Seis grupos criminosos foram identificados nas investigações, formados por traficantes brasileiros associados a fornecedores bolivianos, que usam Mato Grosso como rota para o tráfico. A Polícia Federal deixou de usar o termo "presos de Mato Grosso, ou presos de São Paulo", devido à mobilidade dos denunciados. A PF ainda informou que parte dos mandados ainda não puderam ser cumpridos porque vários alvos estão fora do país.