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CIDADES
Sexta-feira, 29 de Agosto de 2008, 21h:09

HANTAVÍRUS

Pesquisadores validam dados de MT

Dados pesquisados sobre a transmissão da hantavirose em Mato Grosso são compatíveis com informações repassadas por estudiosos internacionais sobre o assunto no II Workshop Nacional Sobre Pesquisas Aplicadas em Hantavírus, realizado no Estado. Na pesquisa mato-grossense sobre os hábitos dos roedores que podem transmitir a doença, os dados parciais indicam que as chuvas influenciam a procriação dos roedores hospedeiros do hantavírus, sendo que os picos de procriação ocorrem na primavera, ao passo que os picos de ocorrência da doença acontecem no outono, segundo informações de uma das representantes da Fundação Instituto Osvaldo Cruz (Fiocruz). O pesquisador americano, que já esteve no Brasil participando de investigações sobre a hantavirose, James Mills, disse que o mesmo acontece em algumas regiões dos Estados Unidos. “Na costa leste da América do Norte existe o aumento de procriação de roedores que podem vir a hospedar o hantavírus na primavera, um período que está associado, nessa região, à predominância de chuvas”, admitiu Mills, ressaltando que, nos EUA, isso ocorre apenas na costa leste. “Em outras regiões do país, essa prevalência não acontece, mas acredito que ela possa se repetir em outros habitats naturais de roedores”. Elizabeth Rosa, do Instituto Evandro Chagas, da Secretaria de Vigilância em Saúde do Maranhão (SVS/MA), confirmou que a abundancia de área alagada, quer seja por chuvas tropicais quer por especificidades geográficas, esteve associada à pesquisa da hantavirose no município de Anajatuiba, no estado do Maranhão, visitado por James Mills em 2000. “O município de Anajatuba se localiza no Alagado Maranhense, onde predominam as plantações de arroz. O produto é colhido e armazenado de forma inadequada pelos produtores. No ano de 2000, uma primeira pesquisa examinou resultado de três notificações de hantavirose no município, em 2003 foram notificados outros três casos no município, com três casos sendo notificados, na mesma época, também no município de Santa Helena, próximo de Anajatuba. Em 2006, foi notificado apenas um caso na região”, informou a pesquisadora. Para o sanitarista da Vigilância Epidemiológica da SES, Aparecido Alberto Rodrigues Marques, “estes resultados validam os dados parciais obtidos na pesquisa que Mato Grosso realiza atualmente na região médio-norte do Estado, de que períodos chuvosos, falta de percepção e excesso de restos de colheitas podem contribuir para o aumento dos roedores, que podem transmitir a hantavirose e que a prevenção é importante para o controle da doença, mostrando que o Estado escolheu o caminho certo no enfrentamento à hantavirose”. (Com assessoria)

Edição EDIÇÃO 16962




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