O Conselho Nacional de Justiça, por meio do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), e com o intuito de auxiliar a definição de políticas públicas de reinserção social para detentos, realizará no decorrer deste ano uma pesquisa para determinar a taxa de reincidência criminal no Brasil. Este é o primeiro estudo neste sentido e deve abranger os Estados da Bahia, Minas Gerais, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo. A pesquisa visa a determinar o grau de reincidência criminal de maneira segmentada, para que seja feita uma análise detalhada de cada situação. A pesquisa vai levar em consideração as particularidades dos grupos de presidiários. Pois, embora se tenha conhecimento da alta taxa de reincidência, não existem dados oficiais para servir como base a ações dos poderes públicos municipais. A pesquisa separa por espécie de delito e também por perfil demográfico e sócio-econômico. A expectativa do CNJ é identificar as principais causas de reincidência, além de compreender melhor o fluxo do sistema do sistema de justiça criminal, para que desta maneira, possa servir de referência na elaboração de estratégicas de prevenção a reincidência penal. Atualmente Mato Grosso possui 11.202 presidiários, segundo levantamento realizado na última sexta (09) pela Secretaria de Justiça e Direitos Humanos do Estado, a pedido do jornal Diário de Cuiabá. Contudo, a secretaria não soube informar qual o número de presos reincidentes. Segundo o órgão, este levantamento não é feito desde 2008, por conta da dificuldade nos trâmites dos dados. Por enquanto, não há previsão de a pesquisa do CNJ/IPEA ser realizada no estado. (Com Assessoria CNJ)