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Cuiabá MT, Segunda-feira, 15 de Junho de 2026

CIDADES
Sábado, 25 de Junho de 2011, 13h:19

GRANDES SAÍDAS

Pequenas intervenções

Agecopa e prefeitura identificaram 90 rotas alternativas que sofrerão mudanças para dar fluidez ao trânsito durante obras

RENÊ DIÓZ
Da Reportagem
Até o final de julho a Agecopa pretende contratar serviços que, antes das obras de mobilidade urbana, começarão a alterar o funcionamento do trânsito na cidade. Um diagnóstico do tráfego local feito em parceria com a prefeitura apontou a necessidade de intervenções em 90 rotas previstas para servirem como alternativas válidas e eficientes durante o transtorno que as grandes obras, como a do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), deverão provocar nas principais artérias da Capital. São mudanças leves e previstas para ser implementadas gradativamente, mas com potencial para fazer a diferença no dia-a-dia dos motoristas, como a proibição de estacionamento em determinados trechos, inversão da mão em outros, nova sinalização, adequação de calçadas, drenagem e pavimentação. Todas as alterações foram pensadas para fazer com que os desvios ou as chamadas rotas alternativas ofereçam capacidade de fluxo suficiente para que o trânsito da cidade não entre em colapso, estancado e operando no limite das grandes avenidas parcialmente interditadas. “Será um mal necessário”, explica Rafael Detoni, coordenador de Mobilidade Urbana da Agecopa, a respeito das implicações que as mudanças terão no cotidiano das pessoas. Ele dá como exemplo a proibição de estacionamento em algumas vias, sobretudo onde há muitos moradores de edifícios que usam o espaço para deixar o segundo carro da família porque só têm uma garagem no condomínio em que vivem. Até as vagas da avenida Lava-Pés, onde funciona a própria Agecopa, estariam com os dias contados. “As mudanças vão afetar todo mundo. O cidadão vai pensar duas vezes antes de estacionar o carro em local proibido porque vai causar um transtorno muito grande lá atrás”, resume Detoni, também apostando numa melhora comportamental da população, repensando seus horários e considerando dar e pegar caronas como uma forma de agir pela cidade. Mostrando o mapa da cidade, Detoni aponta as principais vias urbanas e chama atenção para os locais marcados com alguma intervenção prevista. Todos eles estão no entorno das grandes avenidas – como do CPA, Getúlio Vargas, Isaac Povoas, Fernando Corrêa, Miguel Sutil, etc. – a fim de “validar” os desvios que muitos motoristas (embora ainda sejam minoria) já costumam fazer hoje para escapar de engarrafamentos. Entre trechos conhecidos e outros em potencial para servir desta forma, foram identificadas 90 rotas na cidade. Mas atualmente muitas dessas só não conseguem oferecer agilidade de fluxo. Daí a necessidade de pequenas intervenções e controle de tráfego (ver matéria), mas visando impacto mínimo para as rotas do transporte coletivo. MÃOS - A maior parte das intervenções consiste em tratamento de pavimentação e nova sinalização. Mas certamente as mudanças com as quais a população pode demorar mais a se acostumar são as inversões de mãos das ruas. É que a Agecopa quer apostar, em alguns pontos da cidade, no sistema binário. Um exemplo é o trecho da avenida Fernando Corrêa próximo ao Shopping Três Américas. Para garantir bom fluxo, durante as obras de mobilidade, entre a avenida e a Estrada do Moinho, a Agecopa pretende acabar com a mão-dupla e transformar as avenidas Haiti e Cidade do México, no bairro Jardim das Américas, num binário. Enquanto uma levará à Fernando Corrêa, outra partirá dela. Outros sistemas do tipo serão implementados pela cidade, e o presidente da Agecopa, Éder Moraes, assegura que cada alteração será previamente informada à população. Mas a mudança já é vista com bons olhos na avenida Haiti, recheada de condomínios residenciais, que fará binário com a esvaziada Cidade do México. O administrador de condomínio Claudinei da Silva, 29, relata que muitos moradores do edifício onde trabalha reclamam da falta de espaço na via. Há estacionamento nos dois lados e ela ainda funciona como mão-dupla. Dois carros só passam ao mesmo tempo com destreza cirúrgica, mas os veículos pesados que porventura passam por ali sequer conseguem dobrar a esquina em frente ao prédio. Já o porteiro Gilberto Dias, 26, acha a solução mais do que lógica, uma vez que a avenida Cidade do México, hoje deserta, poderá aliviar o fluxo na Haiti. Gilberto aponta que a medida é “para ontem” e deveria até ser permanente, pois estão saindo outros edifícios na região (um deles de quatro apartamentos em 32 andares).

Edição EDIÇÃO 16962




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