CIDADES
Segunda-feira, 14 de Dezembro de 2015, 20h:12
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SAÚDE
Pedra 90 recebe mutirão contra a dengue
JOANICE DE DEUS
Da Reportagem
Uma grande ação de combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e febre chikungunya, teve início ontem na região do Pedra 90, periferia de Cuiabá. A meta é visitar 10.200 unidades, entre residências, comércios e terrenos baldios. No último final de semana, o juiz de Direito plantonista da Vara de Civil de Ação Pública e Ação Popular, João Alberto Menna Barreto Duarte, autorizou a Prefeitura Municipal a entrar em imóveis que estivessem fechados. A cada dois meses é feita a leitura do Lira (levantamento do índice rápido) e o índice maior é 3,5% para alto risco e o Pedra 90 nunca esteve abaixo de 6%. Na época de proliferação do mosquito (janeiro), chega a 14%. Nós estamos antecipando as visitas para que, ao chegarmos em janeiro, o bairro não atinja mais esse índice, disse o secretário municipal de Saúde, Ary Soares de Souza Junior. Levantamentos realizados em relação ao índice de infestação do mosquito mostram que 80% dos focos registrados na capital estão relacionados aos depósitos de água e lixo doméstico. Porém, entre 15% a 20% dos domicílios encontram-se fechados durante a visita dos agentes de combate a endemias. Na decisão judicial em caráter liminar, o juiz afirma que a antecipação da tutela se dá em razão do caráter da ação, em prol da comunidade. O município age em prol de toda uma coletividade, no resguardo da saúde publica, objetivando intervir em residências nas quais os moradores, injustificadamente, não autorizem a entrada dos agentes epidemiológicos. Além das etapas I e II do Pedra 90, o mutirão contempla o Loteamento São Paulo, Residencial Sonho Meu, Voluntários da Pátria e Vista da Chapada. A região foi escolhida para o início da ação por conta dos altos índices de infestação predial do vetor. A iniciativa também será levada para outros bairros, como Dom Aquino, Santa Isabel e Cidade Alta. O mutirão conta com 123 equipes formadas cada uma por dois agentes de combate a endemias (ACEs) e três agentes comunitários de saúde (ACS), além de 350 brigadistas do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso, policiais militares, Defesa Civil, representantes do Judiciário, e ainda funcionários das Secretarias Municipais de Obras Públicas, Serviços Urbanos, Ordem Pública, Assistência Social, Governo e Comunicação e Educação. DADOS Segundo o último boletim da dengue, divulgado na sexta-feira passada (11) pelo Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde (Cievs), até o dia 05 de dezembro foram notificados na capital 2.980 casos de dengue, dos quais 1.873 foram confirmados. Houve um óbito, três casos estão em investigação e três casos foram considerados graves. Em relação aos residentes em outros municípios, mas atendidos na rede de saúde da capital, neste ano foram notificados 748 casos de dengue, houve um óbito confirmado e um caso foi considerado grave. Os bairros com até 10 casos notificados de dengue este ano, até o dia 08 de dezembro, são Pedra 90, com 223 casos, Santa Isabel (154 casos), Cidade Alta (71), Dom Aquino (87) e Dr. Fábio (56). Há ainda, conforme o coordenador de Vigilância Epidemiológica, Fernão Franco, 315 notificações do zika vírus, sendo 220 em residentes da capital e os demais do interior. Também são investigados casos de microcefalia em bebes de 20 gestantes. Seis já foram confirmados (sendo que três gestantes já tiveram o bebê com a má-formação). A média era de dois a três casos ao ano, num universo de 15 mil nascidos vivos, informou.