CIDADES
Quinta-feira, 03 de Fevereiro de 2011, 21h:41
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FRAGILIDADE
Parte do teto do PSMC cede na madrugada
Fato ocorreu durante a forte chuva ontem, entre recepção da unidade e box de emergência. Por sorte, ninguém foi atingido. Sindimed repudia fato
ALECY ALVES
Da Reportagem
Parte do teto do prédio recém-reformado do Pronto-Socorro Municipal de Cuiabá (PSMC) desabou durante a forte chuva da madrugada de ontem. Em dois ambientes, na recepção e num corredor entre o box de emergência e as salas de cirurgia, o forro despencou, mas, felizmente, não atingiu nenhum paciente ou funcionário. A ocorrência não interrompeu o atendimento. O coordenador da Defesa Civil Municipal, engenheiro José Pedro Zanetti, vistoriou o prédio ontem pela manhã e disse que o local não apresenta risco aos pacientes. Também estiveram lá logo cedo o prefeito Francisco Galindo e o secretário Maurélio Ribeiro. Após visita, Ribeiro disse que estava solicitando uma avaliação técnica com o objetivo de descobrir se o que ocorreu foi um desastre natural ou algo relacionado às obras executadas no prédio. Ribeiro informou que já pediu para a empresa que está trabalhando na reforma de outra ala do Pronto-Socorro fazer os reparos emergenciais na parte danificada. Ele observou que as obras atuais não estão sendo executadas pela mesma empreiteira, adiantando que se ficar comprovado que o teto desabou por falha na construção, a prefeitura de Cuiabá vai acionar a empresa responsável. O Sindicato dos Médicos de Mato Grosso divulgou uma nota de repúdio em virtude do acontecido e disse que espera um posicionamento da prefeitura sobre o assunto. SITUAÇÃO Ribeiro destacou que a saúde pública cuiabana está vivendo um momento delicado desde o fechamento do Pronto-Socorro de Várzea Grande. Conforme ele, a prefeitura de Cuiabá teve de aumentar em 10% o quadro de funcionários e já gastou cerca de R$ 1 milhão a mais. Tudo por causa do aumento da demanda registrado com a vinda dos usuários do SUS que não conseguem atendimento na cidade vizinha. Na policlínica do Verdão, por exemplo, citou, estão atendendo 300 pacientes por período, chegando a mais de 600 ao dia. Para essa unidade de saúde foram contratados sete médicos, 14 enfermeiros e cerca de 20 técnicos. A situação, reclamou, está ficando insustentável. Ribeiro disse que Várzea Grande terá de tomar providências urgentes, uma delas seria o remanejamento de pacientes que estão com internados em Cuiabá para o hospital do PSMVG. Assim, avaliou o secretário, o Pronto-Socorro de Cuiabá poderia continuar recebendo os várzea-grandenses que vêm para a Capital em busca de atendimento de urgência e emergência. Ribeiro manifestou preocupação também com o que está acontecendo em Rondonópolis, onde os médicos ortopedistas pediram demissão. Sem assistência no município onde moram, disse, mais pacientes acabaram vindo para Cuiabá.