CIDADES
Segunda-feira, 25 de Abril de 2011, 20h:36
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EDUCAÇÃO EM MT
Paralisações previstas nos 3 níveis
Começam amanhã mobilizações de professores no Estado para pedir melhores salários, desde docentes da UFMT aos mestres municipais de VG
ALECY ALVES
Da Reportagem
Nos três níveis do ensino público mato-grossense, federal, estadual e municipal, os trabalhadores estão mobilizados, programando ações de campanhas salariais que incluem paralisações para os próximos dias. A primeira acontece amanhã, data escolhida pelos professores e trabalhadores da rede estadual para uma greve de advertência em defesa do piso salarial de R$ 1.312. A concentração de professores será no pátio de Assembleia Legislativa, a partir das 14h, de onde sairão em caminhada até o Palácio Paiaguás, sede do governo do Estado. Além do piso, a categoria quer discutir com o governo a ampliação dos recursos destinados à educação para 35% do orçamento. Também quer a contratação imediata dos aprovados e classificados no último concurso estadual e o pagamento de hora-atividade para os professores interinos. A diretoria do Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público de Mato Grosso (Sintep-MT) diz que essa paralisação é uma advertência, mas não descarta a possibilidade de greve caso o governo não atenda as reivindicações. No nível superior, na Universidade Federal (UFMT), os professores vão protestar cruzando os braços por 24 horas nesta quinta-feira. Essa é uma reação contra o congelamento dos salários do funcionalismo federal até 2019, conforme prevê a Medida Provisória 549, e contra a precarização do trabalho docente, como informa o presidente da Adufmat (Sindicato dos Docentes), Carlos Eilert. Os professores farão um ato público na praça Alencastro, Centro, a partir das 9h. Em Várzea Grande, onde a primeira paralisação está marcada para o dia 11 de maio, a situação parece mais grave ainda. Os professores estão em plena data-base salarial, mas permanecem sem nenhuma resposta à pauta de reivindicações encaminhada à prefeitura há mais de 30 dias. A presidente da subsede do Sintep na cidade, Aparecida Cortez, explica que os professores da rede municipal também lutam por um piso salarial de R$ 1.312 para eles e técnicos de nível médio, com acréscimo de 50% para aqueles que têm formação superior; de 70% aos que têm especialização, e 100% para os profissionais que concluíram mestrado. Conforme Aparecida Cortez, há mais de quatro anos os salários de professores de Várzea Grande não são corrigidos pela inflação. Atualmente, reforça ela, o piso municipal é de R$ 630.