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CIDADES
Quarta-feira, 25 de Julho de 2012, 21h:22

MOTORISTAS

Paralisação reduz 30% do tráfego de caminhões em BRs

JOANICE DE DEUS
Da Reportagem
Ontem, Dia dos Motoristas, insatisfeitos com a Resolução 3056/09 da Lei 12.619, caminhoneiros realizaram piquete em vários pontos das rodovias brasileiras. Em Mato Grosso, o protesto aconteceu em dois pontos distintos da BR-364, sendo um em Cuiabá e o outro em Rondonópolis. Na Capital, eles interromperam as atividades e prometem só voltar às estradas quando a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) atenderem as reivindicações da categoria. A estimativa da Polícia Rodoviária Federal (PRF) é que o movimento reduziu em 30% o tráfego de carretas. Publicada no Diário Oficial da União em abril deste ano, a lei regulamentou o exercício de motorista no Brasil e alterou artigos da Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT) e do Código de Trânsito Brasileiro, regulando e disciplinando a jornada de trabalho e o tempo de direção do motorista profissional. Porém, caminhoneiros se dizem prejudicados. Por isso, cobram a revogação da resolução. Para eles, a lei impõe carga horária incompatível com a atividade. A lei prevê para o motorista empregado repouso de 11 horas a cada 24 horas, refeição de uma hora, jornada de trabalho de 8 horas e pode fazer até duas horas extras, além de repouso semanal. Nas viagens de longa distância deve-se cumprir de forma complementar um intervalo para descanso de 30 minutos a cada 4 horas de direção, além do repouso semanal. Segundo o movimento, a medida propiciou a inclusão, no mercado de fretes, de milhares de transportadores, provocando concorrência desleal e ilegal e ocasionando fretes extremamente defasados. Na maioria dos casos, não cobre nem os custos de manutenção dos veículos. No Estado, de acordo com o vice-presidente do Sindicato dos Caminhoneiros Autônomos de Sorriso e representante do Movimento União Brasil Caminhoneiro (MUBC), Walter Joner Pereira Souza, informa que o valor pago em média pelo frente entre Sorriso e Alto Araguaia estava em R$ 78,00. “Agora, estão pagando R$ 100,00 por causa do nosso movimento”, informou.

Edição EDIÇÃO 16962




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