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CIDADES
Quarta-feira, 15 de Agosto de 2012, 21h:31

SEM ACORDO

Paralisação atinge 15 órgãos federais

Laura Nabuco
Da Reportagem
Pode subir para 15 o número de órgãos federais que tiveram as atividades paralisadas em Mato Grosso. A próxima categoria que deve cruzar os braços é da Policia Rodoviária Federal (PRF), que tem assembleia marcada para hoje à tarde. Ontem, servidores de mais três órgãos resolveram parar as atividades: Instituto Nacional do Seguro Nacional (INSS) e ministérios públicos Federal (MPF) e do Trabalho (MPT). Enquanto os servidores do INSS interromperam os atendimentos por apenas um dia, os do MPF e MPT deflagraram greve por tempo indeterminado. Eles pleiteiam a revisão da carreira e argumentam que não recebem reajuste há pelo menos seis anos. “Nossos salários estão defasados se comparados aos de cargos análogos em outros órgãos. Além disso, a inflação nesses seis anos sem reajuste já chega a 38%”, reclama Gustavo Neves, membro da comissão de mobilização para a greve do MPF. Em Brasília, representantes do movimento grevista da Polícia Federal conseguiram se reunir com o Secretário de Relações do Trabalho do Ministério do Planejamento, Sérgio Mendonça, para apresentar as reivindicações. Eles pleiteiam a equiparação salarial por meio de lei com outros cargos de nível superior, como o de delegado. A expectativa é que a proposta do governo seja apresentada até a próxima terça-feira (21). Além da PF, representantes dos técnicos administrativos das universidades federais foram atendidos. Em Mato Grosso, a categoria reclamava porque, enquanto os professores haviam recebido duas propostas de acordo, eles sequer tinham sido recebidos pela União. Também estão com as atividade paralisadas os servidores Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrafia (Incra), Fundação Nacional do Índio (Funai), Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), Ministérios da Saúde e da Agricultura, Justiça Federal do Trabalho e Eleitoral, da Fundação Nacional de Saúde (Funasa) e Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).

Edição EDIÇÃO 16962




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