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CIDADES
Sexta-feira, 22 de Setembro de 2017, 19h:11

LGBT

Parada reúne milhares de pessoas nas ruas de Cuiabá

Com o tema “Estado Laico e Cidadania – direito de todas e todos”, a 15ª Parada da Diversidade LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais) levou alegria e coloriu ruas e avenidas de Cuiabá na tarde de ontem. Os participantes começaram a se reunir a partir das 14 horas na Praça Ipiranga, no Centro da cidade. De lá, ao som do trio elétrico e da bandeira símbolo do movimento (nas cores roxo, azul, verde, laranja, amarelo e vermelho), eles seguiram pela Avenida Tenente Coronel Duarte, também conhecida como Prainha, e pela XV Novembro até a Orla do Porto, às margens do Rio Cuiabá, onde a manifestação foi encerrada com o show da cantora funk Ludmilla. Antes aconteceram três paradas, sendo uma delas em frente à Igreja Nossa Senhora Auxiliadora, 1º Batalhão da Polícia Militar (PM), e Praça Luiz Albuquerque, próxima à orla. Entre a concentração e o fim do evento, estavam sendo esperadas pelo menos 20 mil pessoas. De acordo com a Polícia Militar, até as 16h50, cerca de 3,5 mil pessoas participavam do movimento. Cerca de 100 homens da Polícia Militar fizeram o policiamento na região, além de agentes de trânsito para monitorar e controlar o fluxo de veículos. Para os participantes, a parada é um ato cultural e, talvez seja o único momento que a comunidade LGBT tem a oportunidade, nos 365 dias do ano, para se reunir com seus pares e festejar. A rainha deste ano da parada é Michele Oliveira. “Nós temos muito que comemorar nestes 15 anos de parada. Aos poucos fomos conseguindo galgar nossos passos dentro da sociedade. Pertencemos a um estado laico e precisamos garantir esses direitos, independente de religião”, comemorou Valdomiro Arruda, presidente do Conselho Municipal de Atenção à Diversidade Sexual de Cuiabá. Ele reforçou a importância do movimento para a conquista de políticas públicas que promovam e valorizem os direitos da população LGBT. “A parada contempla tudo que a gente busca: somos pessoas normais e trabalhadoras que pagam seus impostos. Portanto, estamos inseridos na sociedade e precisamos ter nossos direitos garantidos”, acredita. Antecedendo a parada, na última quinta-feira foi realizado um seminário em que foi discutida a decisão do juiz Waldemar Cláudio de Carvalho, da Justiça Federal da Seção Judiciária do Distrito Federal (DF) que permite atendimento psicológico referente à reorientação sexual, que vem sendo chamada de “cura gay”. A comunidade LGBT cobra a suspensão da decisão. (JD)

Edição EDIÇÃO 16967




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