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CIDADES
Segunda-feira, 23 de Julho de 2012, 21h:43

SIAMESES

Pais pedem ajuda para custear despesas

Stéfanie Medeiros
Da Redação
Os pais dos gêmeos siameses Cristopher Henrique e Nicolas Samuel, que nasceram unidos pelo abdômen, não têm dinheiro para custear a viagem até São Paulo, onde os meninos vão fazer a cirurgia de separação. As crianças estão reguladas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e devem estar na cidade no dia 7 de setembro. O governo paga as despesas do hospital, mas não a hospedagem dos responsáveis. A mãe, Lorraine Silva Monteiro, de 16 anos, conta que descobriu que os filhos nasceriam unidos no primeiro ultra-som que fez, quando estava com três meses de gravidez. Na época, ela e o marido, Celso Henrique dos Santos, moravam em Juara, no Norte de Mato Grosso, mas se mudaram para Primavera do Leste por recomendação médica. Mesmo com a mudança, a família teve de ir para São Paulo quando Lorraine estava com sete meses de gravidez. Quando os dois meninos nasceram, a família ainda teve que ficar mais dois meses na capital paulista para os bebês fazerem uma cirurgia de abertura do ânus, pois nasceram sem a saída do bolo fecal. Mais tarde voltaram a São Paulo para a retirada de uma hérnia no intestino dos gêmeos. Na semana passada, a família esteve em Cuiabá para tratar de uma infecção genital que Cristopher e Nicolas tiveram. Os meninos nasceram com a Síndrome do Notocórdio, onde a separação de gêmeos monozigóticos é incompleta. Ou seja, o processo de fecundação ocorreu somente em um único óvulo, que começou a se dividir para dar origem a dois fetos, mas o processo não foi completo, dando origem a dois bebês que nasceram “grudados”. A família irá para São Paulo novamente em setembro, onde vão passar cerca de três meses fazendo exames, que irão determinar quais órgãos são comuns aos dois bebês e quais são individuais. A cirurgia será paga pelo Estado de Mato Grosso e ainda não tem data definida. Mesmo com as despesas médicas pagas pelo Estado, Lorraine conta que a hospedagem em São Paulo é muito cara, e que a família encontra dificuldades para se manter na viagem, que deve durar de sete a oito meses. Celso trabalha como frentista e ganha R$ 800 por mês. Os gêmeos são os únicos filhos do casal, que temem a cirurgia, mas esperam que dê uma melhor qualidade de vida para os meninos. Para ajudar o casal, basta fazer um depósito na conta poupança de Celso Henrique Santos, CPF 032.596.781-40, na Caixa Econômica Federal, Agência: 3927, Operação 013, ou na conta corrente 6151-4.

Edição EDIÇÃO 16960




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