Tanto o empresário Melquisedeque de Almeida Santos como a diarista Rosângela Lima Ferreira reclamam da assistência médica prestada aos filhos. Rosângela afirma que desde o primeiro dia em que o filho foi internado no Pronto-socorro, um dos médicos que havia atendido o menino havia determinado o encaminhamento para um leito de Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Porém, outra profissional que passou a assistir Luiz Henrique dispensou a vaga. Chorando, Rosângela Lima disse que a médica, cujo nome ela não se recordava, liberou a UTI após aferir a pressão do menino com um aparelho para adultos. Ela disse que a pressão estava normal e que ele não precisava ir para a UTI. Mas o aparelho que ela usava não era para crianças. Por acreditar que houve negligência, a família registrou um boletim de ocorrência na Delegacia Metropolitana contra a unidade de saúde. Segundo ela, Luiz Henrique só foi encaminhado para a UTI dias depois. Eles só levaram o Luiz Henrique porque ele já estava morrendo. A médica não devia ter dispensado a UTI. Nunca vou esquecer o que se passou lá no pronto-socorro, desabafou. Do outro lado da cidade, Melquisedeque também lamenta o descaso. Minha filha estava com dengue hemorrágica e passou a noite sendo vista por uma enfermeira. Nenhum médico foi vê-la. Achei um absurdo. O tratamento foi moroso. Ele também faz duras críticas ao poder público que, em sua opinião, não tem adotado medidas sérias e efetivas para o combate ao mosquito Aedes aegypti. (JD)