CIDADES
Quinta-feira, 12 de Maio de 2011, 21h:20
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CIRURGIAS NO PSMC
Pacientes vão esperar em casa
ALECY ALVES
Da Reportagem
O Pronto-Socorro e Hospital Municipal de Cuiabá vai começar a mandar pacientes de ortopedia às suas residências para aguardar pela cirurgia. Inicialmente isso deve acontecer com 25 vítimas de traumas decorrentes de acidentados de carros e motos, por exemplo, nos casos considerados eletivos, ou seja, procedimento que podem esperar pelo agendamento. Conforme o prefeito Francisco Galindo, o município dará suporte aos pacientes nos domicílios até que chegue o dia da operação. Essa e outras medidas paliativas foram anunciadas ontem durante a visita do prefeito e do secretário estadual de Saúde, Pedro Henry, a ala recém-reformada do PSHMC. A ala tem 92 leitos de enfermarias do Pronto-Atendimento, sendo 50 poltronas de repouso e 42 camas, mas não são suficientes para pôr fim à superlotação dos corredores e precariedade do atendimento. A nova estrutura entrará em funcionamento na segunda-feira, conforme garantia do prefeito. Estima-se que entre 60 e 80 pacientes estejam sobre macas ou sentados em cadeiras nos corredores do Pronto-Socorro por falta de leitos, em locais que ontem a imprensa foi proibida de ter acesso. O Sindicato dos Médicos afirma serem mais de 140 pacientes nesta situação. O prefeito Francisco Galindo reclamou da sobrecarga do pronto-socorro de Cuiabá, unidade que atende pacientes da Capital e de todos os municípios do Estado. Cuiabá não pode cuidar do Estado inteiro, criticou, informando que os novos leitos não vão acabar com o cenário de pacientes nos corredores. Pedro Henry lembrou que o PSHMC é referência em atendimento para o Estado e, por isso, não pode deixar de atender os pacientes que chegam aqui. Entretanto, reconheceu que a situação é grave, mas disse que o governo não está se furtando das responsabilidades. Henry disse que a ideia é construir duas unidades de Pronto Atendimento em Cuiabá, as chamas UPAs, dentro de 120 dias. Esta semana, informou, manteve audiência com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, quando reivindicou mais verbas para o Estado. Antes disso, informou, quer aumentar em pelo menos mais 200 o número de leitos em hospitais públicos e conveniados ao SUS. Entre as ações estão a ajuda financeira ao Hospital Santa Helena, um dos conveniados ao sistema, para ampliar o número de vagas e o funcionamento do Hospital Metropolitano, de Várzea Grande. Pedro Henry disse que mesmo assim a Capital ainda conviverá com problemas da falta de leitos. A situação, avaliou ele, somente será resolvida quando houver reestruturação e aumento dos leitos nas unidades de saúde dos municípios do interior. O secretário municipal de Saúde, Antônio Pires Barbosa, anunciou a reforma do terceiro andar do PSHMC, onde dezenas de novos leitos serão abertos, segundo ele. As obras estão orçadas em R$ 2,3 milhões. Ainda este ano, acrescentou, reformas e adequações vão permitir que o hospital praticamente triplique a capacidade diária de cirurgias, saltando de 12 a 18 por dia para 50. ESCALA - O prefeito Francisco Galindo anunciou que nos próximos dias vai começar a publicar na internet, no site da prefeitura (WWW.cuiaba.mt.gov.br), o quadro de funcionários das unidades de saúde, com as listas de médicos plantonistas, enfermeiros e outros servidores. Galindo quer que a comunidade ajude o município a fiscalizar o trabalho dos profissionais da Saúde. São pagos para estar presentes, portanto a população tem razão de cobrar quando não encontra na unidade aqueles que aparecem na lista do plantão, completou. De acordo com o prefeito, 1.476 funcionários, incluindo médicos, estão lotados no Pronto-Socorro Municipal. As demissões ocorridas nos últimos dias, quase 175 até o momento, tiveram como base exigências do Ministério Público Estadual. Ao menos 120 delas são para trabalhadores da unidade. O MPE, aplicando a lei que trata dos concursos, notificou o município sobre a proibição de renovar contratos de trabalho por duas ou mais vezes. Em julho, disse, o município abrirá concurso público para o setor.