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CIDADES
Sexta-feira, 21 de Janeiro de 2011, 20h:29

ARENA PANTANAL

Operários querem ajuda do governador

Insatisfeitos com os salários pagos por consórcio que toca obra do novo Verdão, trabalhadores protocolam pedido para que governo intervenha

CAROLINA HOLLAND
Da Reportagem
O Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção Civil em Cuiabá pediu a interferência do Estado em relação à reivindicação por melhores salários dos funcionários que estão trabalhando na construção da Arena Pantanal, estádio que receberá jogos da Copa de 2014. Na quinta-feira passada, o sindicato da categoria protocolou pedido de audiência no gabinete do governador Silval Barbosa. “Nós esperamos que o governador nos ajude, porque até agora não tivemos resposta dos contratantes”, disse o presidente do sindicato Joaquim Santana. Os pedreiros, serventes de pedreiro e encarregados de obra pediram aumento de salário para o Consórcio Santa Bárbara/Mendes Júnior, responsável pela obra e pela contratação dos operários. Os funcionários estão recebendo o piso salarial, valor que eles consideram insuficiente. Sem contar os descontos dos encargos sociais, o salário de um servente é de R$ 587, o de pedreiro é R$ 772 e do encarregado de obra, R$ 1.062. A carga de trabalho é de 44 horas por semana. O presidente do Sindicato, Joaquim Santana, não estipula valores, mas disse que a reivindicação da categoria é de aumento salarial. “As empresas que pagam apenas o piso estão matando seus trabalhadores de fome”, afirmou. De acordo com o sindicalista, a maioria das empresas de Cuiabá paga melhores salários “porque entendem que o piso dever ser usado como referência, não como valor fixo do salário”. Em reunião realizada na última terça-feira, os funcionários deram prazo de 30 dias para que o Consórcio Santa Bárbara/Mendes Júnior melhore os vencimentos. Se isso não acontecer, os trabalhadores garantem que há possibilidade de paralisação da obra. Ainda no dia 18, a empresa emitiu nota em que disse que os salários pagos aos funcionários são equivalentes ao piso salarial estabelecido na Convenção Coletiva do Trabalho, do Sindicato da Construção Civil de Cuiabá. A reportagem não conseguiu novo contato com representantes do consórcio ontem.

Edição EDIÇÃO 16963




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