Insatisfeitos com os salários pagos por consórcio que toca obra do novo Verdão, trabalhadores protocolam pedido para que governo intervenha
CAROLINA HOLLAND
Da Reportagem
O Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção Civil em Cuiabá pediu a interferência do Estado em relação à reivindicação por melhores salários dos funcionários que estão trabalhando na construção da Arena Pantanal, estádio que receberá jogos da Copa de 2014. Na quinta-feira passada, o sindicato da categoria protocolou pedido de audiência no gabinete do governador Silval Barbosa. Nós esperamos que o governador nos ajude, porque até agora não tivemos resposta dos contratantes, disse o presidente do sindicato Joaquim Santana. Os pedreiros, serventes de pedreiro e encarregados de obra pediram aumento de salário para o Consórcio Santa Bárbara/Mendes Júnior, responsável pela obra e pela contratação dos operários. Os funcionários estão recebendo o piso salarial, valor que eles consideram insuficiente. Sem contar os descontos dos encargos sociais, o salário de um servente é de R$ 587, o de pedreiro é R$ 772 e do encarregado de obra, R$ 1.062. A carga de trabalho é de 44 horas por semana. O presidente do Sindicato, Joaquim Santana, não estipula valores, mas disse que a reivindicação da categoria é de aumento salarial. As empresas que pagam apenas o piso estão matando seus trabalhadores de fome, afirmou. De acordo com o sindicalista, a maioria das empresas de Cuiabá paga melhores salários porque entendem que o piso dever ser usado como referência, não como valor fixo do salário. Em reunião realizada na última terça-feira, os funcionários deram prazo de 30 dias para que o Consórcio Santa Bárbara/Mendes Júnior melhore os vencimentos. Se isso não acontecer, os trabalhadores garantem que há possibilidade de paralisação da obra. Ainda no dia 18, a empresa emitiu nota em que disse que os salários pagos aos funcionários são equivalentes ao piso salarial estabelecido na Convenção Coletiva do Trabalho, do Sindicato da Construção Civil de Cuiabá. A reportagem não conseguiu novo contato com representantes do consórcio ontem.