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CIDADES
Sábado, 28 de Dezembro de 2013, 13h:18

Ofício que passa de pai para filho

Jeniffer Talita nasceu no ambiente da feira acompanhando os pais. Agora, aos 16 anos, já consegue tocar a barraca sozinha. Enquanto ela cuida das tarefas no Jardim Imperial, o pai fica na feira do CPA, no mesmo dia e horário. “Eu gosto de trabalhar com feira, mas é muito cansativo. Como moro em Várzea Grande, saímos de casa às 14h e voltamos por volta da 1h da manhã”, relata a feirante. Os vegetais que Jeniffer e sua família comercializam nas feiras e em uma verduraria em Várzea Grande são oriundos da Serra de São Vicente (50 km de Cuiabá) e comprados a preços baixos, mas vendidos com uma margem de lucro baixa. Pedro Albuquerque, presidente do Sindicato dos Feirantes de Cuiabá, revela que a Feira do Jardim Imperial possui capacidade para 180 pontos de barracas. O Sindicato arrecada R$ 3 de cada feirante por dia de feira. Não existe taxa de sindicalização para a categoria. “Esta é a única fonte que o sindicato tem para pagar a energia, a limpeza e a manutenção das feiras”. O presidente explica que garantir direitos e benefícios aos feirantes foi um “trabalho de formiguinha”, que precisou do apoio de vereadores e luta do sindicato. Atualmente, Pedro Albuquerque considera que os feirantes conseguiram, com muito trabalho, conquistar um espaço econômico para ampliar seus negócios e melhorar a condição de vida da categoria. “Antes feirante não podia nem entrar em banco, nem sentar na mesa do gerente. Agora nós conseguimos que vários feirantes começassem seus negócios com financiamento de bancos”, conta o presidente do sindicato, que foi feirante desde criança na feira do Porto, mas precisou se afastar das barracas para ocupar o escritório do sindicato. (TP e WD)

Edição EDIÇÃO 16965




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