CIDADES
Quarta-feira, 16 de Maio de 2007, 21h:25
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CASO YURI
Oficial PM denunciado
Reinaldo de Moraes, pai do menor de 13 anos cujo disparo acidental matou o menino de 10, é foco do Ministério Público
ALECY ALVES
Da Reportagem
O promotor de justiça Wagner Cezar Fachone quer que o tenente-coronel da Polícia Militar Reinaldo Magalhães de Moraes seja responsabilizado criminalmente pela morte do estudante Marcos Yuri Prado Oliveira Guirado, de 10 anos. Moraes é pai do adolescente de 13 anos, autor do disparo acidental que, no dia 17 de março deste ano, matou o estudante. Ontem à tarde, Fachone apresentou denúncia contra o oficial PM por homicídio culposo sem intenção de matar. No texto, o promotor diz que o tenente-coronel deixou de observar as cautelas necessárias para impedir que seu filho, menor de 18 anos, se apoderasse de arma de fogo que estava sob sua posse. Continuando, o promotor acusa o oficial de ter sido negligente com a guarda da arma, a pistola 0.40 que matou Marcos Yuri. O denunciado deixou de observar o dever objetivo a que estava obrigado, de manter em vigilância e guardada em local sigiloso e de difícil acesso a arma de fogo que possuía, causando, culposamente, por negligência, a morte da vítima. No entendimento do promotor, a culpa do oficial se agravou pelo fato de exerce a função de tenente-coronel da Polícia Militar, e, assim, como um profissional no manuseio de armas de fogo, deveria saber o perigo que representariam. Além disso, por conhecer os meios de segurança para se evitar acidentes. A denuncia do promotor apontou o que a polícia vinha mantendo em sigilo, ou seja, onde a arma estava guarda. De acordo com informações da denúncia, a pistola se encontrava na parte inferior do guarda-roupas, envolta em vestes do pai do menor, em local de fácil acesso. Revela ainda que o filho do oficial apanhou a arma e passou a manuseá-la, exibindo-a para seus amigos (Marcos Yuri e o outro garoto) apontou-a em direção de Marcos Yuri. Naquele momento, descreve a denúncia de Wagner Fachone, a pistola veio a disparar, atingindo Marcos Yuri e causando-lhe traumatismo crânio-encefálico, o que determinou sua morte. O CASO Na tarde do dia 17, Marcos Yuri e dois colegas, um deles filho do tenente-coronel, assistiam ao filme Todo Mundo em Pânico 4 na casa do oficial militar. Num determinado momento, o adolescente teria apanhado a arma do pai que acidentalmente disparou e matou Marcos Yuri. Esta semana, o promotor da Vara da Infância e Juventude, Manoel Resende, pediu à justiça que filho do tenente-coronel preste serviços comunitários durante seis meses pelo disparo acidental. Até o final da tarde de ontem, a juíza Sinii Savana Bosse Figueiredo não havia se manifestado no processo sobre o pedido.