CIDADES
Sexta-feira, 16 de Maio de 2008, 21h:18
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MANDADOS JUDICIAIS
Oficiais mantêm a decisão de iniciar a greve na 2ª-feira
JOANICE DE DEUS
Da Reportagem
Oficiais de Justiça de Mato Grosso mantiveram ontem, após assembléia geral, a decisão de entrar em greve por tempo indeterminado a partir de segunda-feira. A categoria cobra o aumento no valor pago por mês para realização das diligências para cumprimento de mandados da Justiça Gratuita. Na reunião, que contou com a presença de servidores de todo o Estado, eles rejeitaram a proposta do Tribunal de Justiça (TJ) de elevar o atual valor de R$ 100 para R$ 300. Os oficiais de justiça reivindicam R$ 1.500. O salário inicial de um oficial é de R$ 1.155, com os quais a categoria alega acabar pagando os custos das diligências. A categoria considerou que não é suficiente, disse o presidente o Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), Rosenwal Rodrigues dos Santos. Segundo ele, com o que o TJ repasse dá para fazer, no máximo, três diligências. Nós fazemos muitas outras diligências que acabam sendo custeadas pelos servidores", disse. Oitenta por centro das ações são de natureza gratuita. Há 62 dias, com exceção do alvará de soltura e de intimação de réu preso, boa parte dos oficiais de justiça já não cumpre os mandados. Com a paralisação geral, serão levados apenas o alvará de soltura e as medidas cautelares nas questões hospitalares. São questões que tratam da vida do ser humano, disse Rodrigues. Ele também espera a adesão total da categoria em todo o Estado. O Fórum da Capital é o termômetro do que ocorre nas demais comarcas. Em Cuiabá, noventa por cento dos mandados estão parados. Os outros 10% aguardavam a decisão da categoria. Por isso, acreditamos que a adesão será de 100%, disse acreditar. Já na segunda-feira, ele começa a percorrer as comarcas convocando todos para aderir ao movimento grevista. Em Mato Grosso, existem 607 oficiais de justiça. Só na Grande Cuiabá, pouco mais de 180 exercem a função. O governo do Estado anunciou a liberação de R$ 12 milhões para serem repassados ao Judiciário para pagar as atividades dos profissionais. No entanto, como o órgão não teria parte da receita, não aceitou, conforme o 2º vice-coordenador do sindicato, Arthur de Souza. A decisão dos oficiais foi entregue ainda ontem à tarde à Presidência do Tribunal de Justiça. A reportagem do Diário entrou em contato com a assessoria de imprensa do TJ, que informou que o órgão só se pronunciaria depois de ser comunicado oficialmente sobre a decisão dos servidores.