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CIDADES
Segunda-feira, 29 de Março de 2010, 22h:29

REDE MUNICIPAL

Odontólogos mantêm a paralisação

A paralisação no atendimento odontológico na rede municipal deve durar mais alguns dias, ao contrário da expectativa gerada em torno da reunião ocorrida ontem de tarde entre dentistas e prefeitura de Cuiabá. Marcada como potencial marco final da greve de 64 dias, a reunião terminou com a garantia da prefeitura de enviar imediatamente o reivindicado Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos (PCCV) dos dentistas à Câmara, mas a categoria ainda quer avaliar as tabelas. Segundo o presidente do Sindicato dos Odontologistas (Sinodonto), Gustavo de Oliveira, a paralisação dos cerca de 250 dentistas da rede municipal continuará enquanto não forem devidamente analisadas as tabelas do PCCV, como combinado com a prefeitura. De qualquer maneira, Oliveira ameniza dizendo que tratam-se dos últimos detalhes entre as partes e que o fim da paralisação é para breve. A greve já comprometeu o atendimento de saúde bucal de modo que, em 63 dias de paralisação, mais de 113 mil procedimentos deixaram de ser realizados para a população cuiabana, de consultas a cirurgias. A paralisação foi marcada por participações polêmicas de manifestantes nas inaugurações de fim de mandato do prefeito Wilson Santos. Até a semana passada, a expectativa era de que o Sinodonto poderia anunciar ontem o fim da greve dos dentistas de acordo com o que fosse conversado na reunião com a Prefeitura. A exigência que a categoria esperava ver cumprida era do envio de seu PCCV para aprovação na Câmara, mas agora eles prezam para que os detalhes das tabelas estejam de acordo antes da tramitação. A reportagem não conseguiu contatar o prefeito Wilson Santos ou o vice Chico Galindo, que participaram da reunião com os dentistas, para comentar o assunto. A paralisação dos dentistas começou em janeiro para reivindicar um novo PCCV com aumento salarial – de R$ 847,20 para R$ 1,1 mil (mais o prêmio saúde, que eleva os vencimentos para R$ 1,6 mil). A negociação com a Prefeitura seguiu truncada e até a semana passada, quando os dentistas estenderam a paralisação a praticamente 100% dos atendimentos na cidade – o setor de traumas no Pronto Socorro (PSC), onde atuam oito cirurgiões-dentistas, foi o único que não parou. Na mesma semana, entretanto, uma proposta da prefeitura foi acatada, elevando os salários para R$ 1,3 mil. Segundo o Sinodonto, é uma proposta aceita com vistas ao futuro, uma vez que trata-se apenas da incorporação do valor dos prêmios ao salário, sem ganho real imediato. Por conta disso, os profissionais reativaram o atendimento em setores como o Programa de Saúde da Família (PSF) do distrito da Guia e no Serviço de Atendimento Especial (SAE), para pessoas imunodeficientes.

Edição EDIÇÃO 16962




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