CIDADES
Segunda-feira, 04 de Abril de 2011, 21h:22
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A
AMBIENTE
Obra do Atacadão parada
Terceira loja da rede, construída à margem da MT-251, foi denunciada à prefeitura por não respeitar área de proteção
ALECY ALVES
Da Reportagem
As obras da nova loja da rede de supermercado Atacadão, na saída de Cuiabá para Chapada dos Guimarães (MT-251), foram embargadas pela prefeitura da Capital. Desde a manhã de sábado, a rede atacadista está impedida de prosseguir com o projeto de construção de sua terceira loja na capital mato-grossense. Ontem, o gigantesco canteiro de obras amanheceu praticamente vazio e silencioso. Sem o vai-e-vem habitual dos operários (centenas) e de máquinas e caminhões, até os portões de acesso foram fechados. O secretário-adjunto de Meio Ambiente e Assuntos Fundiários, Anildo Aparecido Arruda, informou ontem à tarde, por meio da assessoria de imprensa, que a construção do supermercado invadiu uma Área de Preservação Permanente (APP). Entretanto, somente hoje Arruda deverá detalhar as razões e implicações legais do embargo. Por enquanto, o que se sabe é que a prefeitura recebeu uma denúncia informando que a construção estaria atingido a APP de um córrego. Pela Lei 4.771/1965 (Código Florestal), o mínimo de 30 metros de mata ciliar, dependendo do tamanho do curso dágua, deve permanecer intocável em cada margem do rio ou córrego. No caso do Atacadão, os fiscais estiveram lá e constataram a veracidade da queixa de desrespeito à lei. A interdição das obras acontece paralelamente às negociações da Agecopa, prefeitura e governo do Estado com a rede atacado-varejista, que pertence ao Grupo Carrefour, para transferência da loja do Porto para outra área. O governo do Estado planeja demolir o prédio anexo que hoje abriga a administração e recursos humanos, para ampliar a avenida Beira-Rio e fazer nova via de transporte coletivo. Já na área de estacionamento de carga e descarga deverá ser erguido um terminal do transporte coletivo. Para abrir mão da loja do Porto, segundo o presidente da Agecopa, Yênes Magalhães, o grupo Carrefour quer uma área próxima, se possível no bairro do Porto. A exigência tem a lucratividade como principal argumento. Essa seria a unidade mais lucrativa da rede atacadista em todo o país. A reportagem do Diário não conseguiu fazer contato com nenhum representante do grupo. No início da noite de ontem, o Diário enviou pelo site oficial do Atacadão uma mensagem endereçada à administração nacional com pedido de informações sobre o embargo e questões sobre quais medidas adotadas para retomar as obras. Até o fechamento desta edição, ninguém retornou a mensagem.