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CIDADES
Terça-feira, 23 de Setembro de 2008, 20h:51

PROFISSÃO: ESTRADA

Obesidade acompanha motoristas de MT

DANA CAMPOS
Da Reportagem
Um levantamento recente feito pela Universidade de Brasília (UnB) sobre saúde dos motoristas que trafegam em rodovias apontou que problemas de coluna são os que mais afetam a categoria. Em Mato Grosso, a Polícia Rodoviária Federal (PRF), durante sete ações da campanha Rota Cidad㠖 que analisa condições de saúde dos caminhoneiros –, avaliou 684 motoristas e apontou que a obesidade é o problema de saúde que mais afeta esses profissionais. Conforme o inspetor chefe do Núcleo de Registro de Acidentes e Medicina da PRF, Alessandro Barbosa Dorileo, desde que foi implantado o Comando de Saúde das Rodovias, do qual a Rota Cidadã faz parte, o índice de acidentes relacionados à morte súbita reduziu cerca de 30%. “Significa que a ação vem dando certo”, certificou. “Nessas abordagens, a gente não trabalha somente nos exames de saúde, mas também na questão de orientação sobre os riscos de acidentes, um problema que, relacionado a uma má qualidade de vida, pode acarretar”. Além da obesidade, conforme dados da PRF, carga excessiva de trabalho foi o segundo problema registrado nas ações em Mato Grosso (61,55%). Em terceiro lugar ficou o consumo de álcool, com 60,38%. Além desses males, a pressão alta (27,19%), problemas visuais (22,81%) e diabetes (10,96%) também foram identificados durante as ações como fatores que mais afetam a qualidade de vida e de trabalho dos caminhoneiros. O inspetor explicou que a cada ano, a PRF tem buscado novos parceiros, que, de alguma forma, podem contribuir para a redução do índice de acidentes nas rodovias – Detran, secretarias de Saúde, dentre outros. No levantamento da UnB, esses problemas também foram apontados pelos motoristas. Semana passada, uma ação desencadeada em rodovias do país realizou exames médicos em 1.357 caminhoneiros e motoristas de ônibus interestaduais. O resultado apontou que 33% apresentaram distúrbios de visão e 23% assumiram beber mais de três vezes por semana. Conforme Dorileo, a PRF de Mato Grosso vem desenvolvendo o mesmo tipo de ação em rodovias estaduais. “No acompanhamento feito nessas estradas a gente percebe que há problemas na saúde dos motoristas, entretanto o que a gente mais viu nas federais a gente não observou nas estaduais, que foi a questão da obesidade”, explicou.

Edição EDIÇÃO 16960




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