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CIDADES
Sábado, 24 de Novembro de 2012, 13h:49

Número de equipes precisaria ser 3 vezes maior em Cuiabá

O médico de família no sistema público de saúde atende uma comunidade específica, sendo que o ideal era ter uma equipe, composta de médico, enfermeiros, técnicos e agentes comunitários de saúde, para cada região. “O ideal é que tenha uma equipe para 2.500 pessoas. Mas atualmente em Cuiabá, a realidade é bem diferente. Tem equipe responsável por 4, 5, até 6 mil pessoas. É uma sobrecarga muito grande que impede que o trabalho seja realizado de forma adequada”, diz o professor Reinaldo Mota. A característica marcante da especialidade, a visita domiciliar deve ser feita todo mês pelo agente comunitário. “Este agente tem que ser algum morador da comunidade, que conheça bem a realidade das pessoas daquela região. Ele é treinado para fazer o acompanhamento das famílias e fazer o vínculo entre elas e a equipe médica”, diz Mota. No entanto, Mota explica que em muitas comunidades, há poucos agentes, e em algumas, não há nenhum. “Sem essa ligação com o médico, não dá pra realizar o trabalho de prevenção. Se prevenisse e educasse as pessoas da forma como foi idealizada, desafogaria um pouco a rede de saúde, que se encontra saturada”. “Se tivesse a estrutura e logística necessária pra fazer o trabalho completo, 80% dos problemas de saúde das pessoas poderiam ser resolvidos pelos médicos de família. Mas com as condições atuais, a gente não consegue atender nem 40% da população”, explica Mota. Segundo o professor, Cuiabá tem aproximadamente 56 unidades de estratégia de saúde da família, quando o mínimo necessário seria o triplo. “Estamos passando momento muito complicado. Os médicos estão em greve por conta precariedade da estrutura da saúde. Isso compromete tanto o ensino quanto a promoção de saúde”. (SM)

Edição EDIÇÃO 16962




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