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CIDADES
Sexta-feira, 11 de Fevereiro de 2011, 20h:02

LEI DOS PESADOS

Nova reunião não alcança denominador

Empresários e a Secretaria Municipal de Transporte (SMTU) fizeram ontem nova reunião para discutir a possibilidade de alterações da lei 205/2009, conhecida como Lei dos Pesados. A regra limita a circulação de veículos, como alguns tipos de caminhões e carretas, nas ruas e avenidas de Cuiabá, estabelecendo horários e locais para operações de carga e descarga nas vias públicas. Os empresários alegam que a aplicação da lei 205/2009 compromete o ritmo de obras na Capital, em especial as destinadas à Copa do Mundo de 2014. No encontro, representantes da FIEMT (Federação das Indústrias da Construção do Estado), do Sinduscon (Sindicato das Indústrias da Construção do Estado), do SindiPetróleo (Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis de Mato Grosso) e outros sindicatos discutiram itens da Proposta de Mobilidade Urbana do setor com o secretário municipal de Trânsito e Transporte, Edivá Alves. O documento foi apresentado para o Executivo municipal na última segunda-feira. “A reunião teve o objetivo de detalhar a proposta para a prefeitura, com mais minúcias técnicas", informou o presidente do Sinduscon, Cezário Gonçalves Neto. O sindicalista disse acreditar que a prefeitura vai adequar a lei em alguns pontos incluídos na Proposta de Mobilidade Urbana, como a aumento do Peso Bruto Total (PBT) de quatro para 10 toneladas e também em relação ao horário de circulação dos pesados na região central da cidade. “Ao que tudo indica, esses pontos poderão ser alterados na lei. Mas só vamos saber mesmo nas próximas reuniões”. Já o secretário municipal de Transito (SMTU), Edivá Alves, foi cauteloso em relação a possíveis mudanças na lei. “Na verdade, ainda não há nada decidido. Marcamos nova reunião para a semana que vem, quando a prefeitura irá apresentar uma contraproposta”. Quando questionado se há a possibilidade de aumentar o PBT de quatro para 10 quilos, o secretário disse que “já há caminhões modernos com dimensões compactas, que são mais altos e mais estreitos”, o que, na avaliação dele, não afetaria tanto o trânsito na cidade. Entre as mudanças pedidas por empresários estão a diminuição dos limites de tráfego para veículos médios e pesados, principalmente em relação às Zonas de Centro Regionais (ZCR), e a liberação para tráfego e estacionamento em qualquer dia e horário dos veículos e equipamentos de transporte de concreto usinado (caminhões betoneiras) e de bombeamento de concreto. A Proposta de Mobilidade pede ainda que a concessão das Autorizações Especiais de Trânsito (AET) seja feita pelas empresas. (CH)

Edição EDIÇÃO 16965




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