CIDADES
Sábado, 08 de Março de 2008, 14h:36
A
A
No São Gonçalo, não há abordagem
No Colégio Salesiano São Gonçalo, a escola religiosa mais antiga e tradicional do Estado, o homossexualismo não é reprimido, mesmo indo contra os princípios da Igreja Católica. Mas também não é abordado, assim como ocorre nos demais segmentos escolares públicos e privados de Cuiabá. Nesta escola, se o aluno ou aluna é gay, não vem ao caso, conforme a direção, desde que se comporte dentro dos padrões convencionados para cada sexo. A vice-diretora do São Gonçalo, Derli Cleria da Silva, explica que o colégio não aceita meninos se comportando como mulher, usando roupas, adereços ou com trejeitos afeminados, e tampouco meninas com vestes ou jeito masculinizado. Como exige uniforme desde o primeiro dia de aula, nunca precisou chamar alunos ou alunas para exigir mudanças nas vestimentas. Derli Silva não nega a existência de alunos gays entre as quase 5 mil crianças e adolescentes que estudam no São Gonçalo. Ela destaca que atendendo alunos de todas as classes sociais, raças e credos, num universo de tantas pessoas, depara-se com as mais diversas questões sociais. Conforme a vice-diretora, casos de homossexualidade já chegaram ao conhecimento da escola através de professores de educação física e até conversaram com os pais. Mas não passou disso. Aqui, trabalhamos a formação integral do aluno e nela está incluso o respeito à individualidade e o combate ao preconceito, frisa. EDUCAÇÃO - Na Secretaria de Saúde de Cuiabá, a questão do homossexualismo é tratada por meio de ações de educação e saúde, que são desenvolvidas em eventos realizados em locais públicos, como escolas, praças, centros comunitários e empresas privadas. As ações incluem distribuição de preservativos e panfletos educativos. De acordo com informações repassadas pela assessoria de imprensa da SMS, nas policlínicas existem equipes multidisciplinares preparadas para atender as pessoas que sentirem necessidade de um atendimento específico. Psicólogos e assistentes sociais ajudam os pacientes com orientações sobre como enfrentar o preconceito, no relacionamento com a família e Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST). As escolas podem orientar os jovens a buscar atendimento nessas unidades de saúde. (AA)