CIDADES
Quinta-feira, 13 de Outubro de 2011, 20h:19
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BANCÁRIOS
Negociação não avança
Banqueiros oferecem 8,4% aos trabalhadores em greve, reajuste rechaçado. Assim, movimento continua hoje
DAFNE SPOLTI
Da Reportagem
Mesmo com rodada de negociação conquistada após 16 dias de greve dos bancários, as reivindicações dos trabalhadores não foram atendidas pelos banqueiros. A única proposta apresentada pelos bancos, no final da reunião, foi reajuste de 8,4%, negada pelos funcionários, que buscam 12,8%. Hoje, às 10h, empresas e empregados se reúnem novamente, o que não estava no cronograma. Por enquanto, a greve continua. Além do reajuste, as maiores polêmicas giram em torno da segurança bancária e de aumento de contratações. Nos momentos das negociações de ontem os funcionários forçaram essas questões, porém, a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) não apresentou nenhuma proposta. O presidente do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários e do Ramo Financeiro do Estado de Mato Grosso (SEEB), Arilson da Silva, disse que gostariam de entender as dificuldades dos bancos no processo de reivindicações. Para ele, não deve haver dificuldade alguma, já que as empresas têm lucros altos e, por isso, condições de atender aos trabalhadores. Ainda de acordo com o presidente, os bancos precisam fazer melhorias principalmente nos pontos segurança e contratações porque isso diz respeito diretamente à sociedade, já que se os bancos estão suscetíveis a assaltos, os clientes podem ser envolvidos nos atos violentos dos criminosos e com poucos funcionários o serviço não tem a qualidade necessária para atendimento. Arilson informou que está havendo um esforço para que a greve termine logo com respostas positivas à categoria e à sociedade. As reivindicações dos bancários incluem também, entre outras pautas, aumento do valor recebido pela Participação nos Lucros e Resultados (PLR), fim das metas abusivas, combate ao assédio moral, igualdade de oportunidades, melhoria de atendimento aos clientes. Participaram da reunião, que durou mais de quatro horas, o Comando Nacional de Greve, que engloba mais de 30 entidades, e representantes dos sete maiores bancos do país. Os negociadores foram Magnus Apostólico, da Fenaban, e Carlos Cordeiro, coordenador geral do Comando de Greve e presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf). A greve dos bancários 2011 é a mais longa dos últimos oito anos. Em 2004 foram 30 dias de luta. De acordo com o presidente da Contraf, mais de 9 mil agências estão paralisadas, de bancos públicos e privados, em todo o país. Arilson da Silva informou que quando houver propostas concretas da Fenaban, acordadas pelo Comando Nacional de Greve, serão realizadas ainda as assembleias gerais da categoria em todos os estados e no Distrito Federal para que os trabalhadores avaliem o que os bancos ofereceram e definam pela continuidade ou término da greve.