CIDADES
Sábado, 21 de Dezembro de 2013, 12h:58
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VIADUTO
Não é uma passarela
Apesar de estar sendo usado por pedestres, passagem ao longo do viaduto da UFMT não foram feitos para este fim, diz Secopa
ALECY ALVES
Da Reportagem
Apesar de estarem sendo usadas por muitos pedestres, as passarelas laterais das pistas superiores do viaduto jornalista Clóvis Roberto (da UFMT), sobre a avenida Fernando Corrêa da Costa, não foram planejadas para uso habitual na circulação a pé ou de cadeirantes. Nos últimos dias, as passarelas vêm chamando a atenção pela largura das pistas. Por lá é impossível duas pessoas caminharem lado a lado. Ou, ainda, a travessia de alguém que usa cadeira de rodas para se locomover. Na entrada pelo sentido Centro-Coxipó, a pista tem 78 centímetros de largura. Já na outra extremidade é um pouco mais larga, chegando a 82 centímetros. Ao centro, no ponto mais alto do viaduto, a régua métrica aponta 102 centímetros. A Secretária Extraordinária da Copa de 2014 (Secopa), que denomina esses espaços públicos de corredores adjacentes, informou, em nota enviada pela assessoria de imprensa, que a construção dessas pistas não tem como finalidade a circulação regular para pedestres e cadeirantes. A circulação desse público na área de abrangência do viaduto deverá ocorrer permanentemente junto às vias marginais, ou seja, na parte de baixo da pista, que serão dotadas de passeios com dimensões compatíveis ao uso contínuo de pedestres, inclusive com mobilidade reduzida, destaca. A circulação de pedestres já ocorre atualmente no entorno do viaduto e as calçadas, espaços que serão objeto de intervenção ao longo de todo o corredor VLT, terão sua infraestrutura melhorada até a conclusão definitiva das obras, complementa. Sendo assim, qual seria a função daqueles corredores? A Secopa respondeu que seria uma maneira de permitir que o motorista, em alguma situação de emergência, quando o carro estraga ou se envolve em um acidente, se abrigue no espaço e não corra riscos permanecendo da pista principal. Outro detalhe da obra do viaduto da UFMT que desperta curiosidade tem o isopor como matéria-prima. Placas desse produto foram fixadas em espaçamentos ao longo do guarda-corpo (a viga de concreto que atravessa o viaduto no mesmo sentido). Em alguns pontos o isopor está visível, mas noutros desapareceu, possivelmente retirado pelos curiosos, expondo nos locais partes das barras de ferro usada na sustentação das vigas. O presidente do Conselho Regional de Engenharia (Crea), Juarez Samaniego, explica que o uso do isopor é comum nesse tido de construção com juntas de dilatação conforme a variação climática (quente ou frio). Entretanto, para detalhar sobre a obra em questão, teria de fazer uma visita ao local.